segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Um bom livro nos leva além de nós mesmos


Um bom livro de ficção nos prende e suscita paixões.

Simpatizamos com certos personagens, nos compadecemos de outros; amamos, odiamos, intrigamo-nos, decepcionamo-nos. A estória se torna viva e enquanto realizamos as atividades do dia a dia, não vemos a hora de voltarmos àquele mundo, de mergulharmos naqueles cenários, de assistirmos o desenrolar daquela trama.

As ficções nos acalentam, mas nos abandonam quando chegamos ao final. Deixam saudades e um sentimento de vazio.

- Como vou viver sem aquela história?!

Já quando lemos filosofia e adentramos, através de seus escritos, a mente dos grandes pensadores, experimentamos as mais variadas emoções; raciocínios se formam e luzes de conhecimento explodem em nosso ser!

Nos vemos diante de espelhos, deparamo-nos com nossos pensamentos mais secretos estampados nas páginas de um livro; compreendemos que não somos os únicos a matutar crueldades; encontramos alívio em saber que muitos pensam e pensarão como nós e além de nós.

Um bom livro, de um bom filósofo, de um pensador, nos faz esquecer que estamos envelhecendo. Mais que isso: nos faz aceitar e não nos importar com o tempo que passa, pois abre os olhos de nossa mente para mundos bem maiores do que os circos de beleza, consumismo e juventude eternas em que vivemos.

- Por que se importar com a juventude que VAI, se podemos ainda saudar a sabedoria que VEM?

1 comentários:

Moon Goddess disse...

Bonito o que você escreveu. Realmente não há NADA melhor do que encontrar, dentro de um livro de filosofia, exatamente aquilo que você pensava há anos. A filosofia é um consolo sim. Se eu estiver errada sobre algo, então também errados estarão os filósofos X, Y e Z. Quer coisa melhor do que isso?rsrs

Adoro literatura, mas filosofia é o meu "lar". Ano que vem comecerei minha tão sonhada faculdade de Filosofia. Isso servirá, também, para reforçar meus conhecimentos em Direito (primeira faculdade que fiz). Aliás, acima da filosofia não consigo encontrar mais nada. É "a ciência da essência universal do real", como disse Aristóteles; é a busca pelo conhecimento último e primordial: a sabedoria. Como não querer estudá-la?!

;)