sexta-feira, 30 de novembro de 2007

give me a break


E todas vocês,

cheias de base na cara,

brincos gigantescos, sorrisos ensaiados,

achando graça das piadinhas ridículas dos caras bêbados;

alegrando-se em serem iguais,

com seus chapéus de cowboy porque é moda,

(e não porque sempre sonharam em usar botas de cowboy com vestidos floridos);

que se divertem com as insinuações sobre drogas

e têm orgulho de ser daqui ou ser de lá,

que perguntam "quem é?" como se conhecessem todas as pessoas que importam no mundo,

que abraçam a nova fé porque a amiga abraçou;

almoçando nos mesmos lugares,

esperando os mesmos olhares,

falando sempre das mesmas pessoas

e querem saber: quem foi? quem é? quem disse?

- Quem é que vai? Vai todo mundo?


Vocês...

me poupem.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Lindas histórias de amor me fazem lembrar de você.


Hoje assisti dois filmes completamente diferentes.


Os dois com lindas histórias de amor.


Aquele amor que nasce da admiração; que apressa a respiração

e queima as faces.


Aquele amor que segura firme e aperta tanto que até dói. Mas segura firme para não deixar cair.

Aquele amor que cresce quando teria motivos para desandar.

Aquele amor que vê o lado feio, mas não perde a admiração.

Amor que permanece.


Amor super-herói.

Amor vitaminado.

Amor que toma Todynho.

Amor cheio de amor pra dar.

Amor igual ao nosso.



Agora agredindo, agredindo-me

na busca de alguma paz

em um sono que nunca termina,

nessa cama que me acolhe, e encolhe.

Os cabelos que caem, a pele que escama,

a saliva que escorre.

Todos esses livros deitados ao meu lado.

Todos esses sonhos de escrever livros como esses

deitados comigo, na cama amarrotada.

Meus cheiros. Os tecidos

que cobrem os organismos

que se descolam de mim.

Madrugada depois de madrugada.

Cigarros, Coca-cola. Promessas. Fé.

Estou enjoada. Não consigo nem dormir nem escrever como queria.

Paro a porra toda e folheio o que invejo.

Os elogios...

Esse cheiro de cinzeiro abarrotado. Espirros. Vivo gripada.

Juro parar de fumar. Juro ser simples. Juro acordar cedo.

Juro correr no parque. Juro ser boa menina.

Juro que não quero mais provar nada.

Fecho os olhos (...)


O edredom de penas de ganso

que me faz espirrar

cobre meu corpo e seus cheiros e os livros.

Aqueles que leio e os que pretendo escrever.

O sono é químico e o cinzeiro fede à minha derrota de todos os dias:

não, não vou acordar cedo. Não, não vou correr no parque.

Não, não vou desistir de ouvir aquele elogio que só faz sentido para aquela outra,

aquela distante, aquela que tem 6 anos e diz: eu vou ser!
(...)
(...)
Fernanda Young - Aritmética.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Insights provocados por 'The Simple Life'


Quem diria que o programa Simple Life, aquele em que Paris Hilton e Nicole Richie vivem situações de pessoas comuns, poderia me ensinar algo sobre relacionamentos? Totalmente improvável, já que elas têm toda a pinta de malucas, mimadas e instáveis. Mas uma coisa é certa: elas sabem se divertir! E diversão não é importante numa vida a dois?

Em um episódio do programa, a esposa de um cara resolveu emprestar o marido para que elas, alternadamente, passassem o dia com ele e fizessem coisas interessantes para manter a chama do relacionamento acesa. O camarada era um tipo bonachão, gordinho, por volta dos 30 e poucos anos e adepto de um drinquezinho a qualquer hora do dia.
Pois bem, Nicole não hesitou em servir tequila ao moço às 9 horas da manhã! Depois fez com que ele malhasse na chuva, com uma roupa de ginástica azul de bolinhas brancas. Em uma brincadeira de vendar os olhos e dar coisinhas para ele comer, ela colocou biscoito de cachorro na boca dele e ainda arrematou com “esse é o gostinho que eu tenho, baby”. Como se não bastasse, ela resolveu fazer um calendário do cara e ele posou, obedientemente, para todas as fotos: de avental e sem camisa na cozinha, ajoelhado e agachado desentupindo a pia (com o cofrinho aparecendo), de roupão deitado languidamente diante da lareira, de caubói, deitado na rede com o dedinho na boca, e até, nuzinho da silva!
Já Paris fez beicinho e exigiu que ele a chamasse de Princess Paris, ou de “bitch” mesmo, que é como ela e Nicole costumam se tratar. Foram jogar golfe juntos, mas para isso ela pediu, toda manhosa, que ele comprasse um conjunto de golfe todo cor-de-rosa para ela. Claro que ela dirigiu o carrinho de golfe, numa velocidade incomum para se dirigir um carro de golfe e acabou atolando-o num dos lagos do campo. E ainda fez o cara carregá-la, para que ela não se molhasse no laguinho. Tudo naquele jeito Paris de ser: os pedidos dela eram manhosos, mas eram como uma ordem, e o cara obedecia a todos!

Claro que aquilo foi só um programa de TV, criado para ser divertido; e como o homem topou participar tinha mesmo que estar disposto a fazer as coisas mais malucas sem reclamar. Ninguém agüentaria uma mulher absurdamente mimada como Paris, ou outra que ficasse tirando sarro da cara dele o tempo todo como Nicole. Isso é óbvio e acho que não preciso explicar que não imagino que seja interessante para ninguém repetir exatamente os mesmos comportamentos e atitudes delas. Mas não dá para tirar alguma lição dessa bagunça que elas fizeram com o pobre moço? Claro que dá!
Primeiro: saber brincar e não ter medo de fazê-lo! Às vezes queremos tanto agradar os nossos parceiros que esquecemos de brincar, de rir deles de vez em quando, de fazer coisas divertidas, fazer o que estamos com vontade, sem ficar pensando em mil regras de “como manter a chama acesa” aprendidas nas revistas! É preciso ser livre para brincar com seu amor, para rir com ele sempre (e rir dele também de vez em quando) e não ficar preocupada com a atitude certa, a lingerie certa, a resposta certa.

Segundo: podemos ser manhosas! Queremos tanto ser independentes, auto-suficientes e nada carentes, que exageramos na pose de duronas. Por que não fazer um beicinho de vez em quando? Por que não pedir um carinho? Exigir um colinho? Tudo assim no diminutivo mesmo!
A vida já é muito cheia de regras e leis! Vamos brincar com nossos companheiros, vamos rir, vamos nos divertir com eles. Vamos inverter os papéis e ao invés de nós mulheres fazermos poses sensuais para que eles nos fotografem, vamos pedir para os gatões fazerem caras e bocas para nossos flashes! Quem sabe eles não adorariam posar para um calendário sexy?

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Ela vai!


Graziele Massafera afirmou, em uma entrevista, que se fosse homem transaria consigo mesma. A declaração foi parar na seção “frases” da revista Veja e está na capa da revista Gloss, como chamada para a entrevista da atriz e ex-BBB. Aposto que não fui a única mulher a ler a frase e achar um absurdo! Provavelmente os homens não acharam uma frase tão absurda assim, afinal... Bem, mas minha primeira reação foi de censurá-la. Mais tarde, no meio de uma conversa sobre auto-estima é que me caiu a ficha. “Peraí!” Qual o problema em ela dizer isso? Se é isso o que ela pensa, qual o absurdo em afirmar publicamente? Não sou uma pessoa que ache que mulher bonita é sinônimo de mulher burra. Também não acho que porque ela seja ignorante em alguns assuntos, ela seja de todo ignorante, ou não possa aprender. Eu, particularmente, não sou preconceituosa a ponto de achar que pessoas bonitas não possam ter sonhos, batalhar por eles, crescer, aprender, melhorar. Então, por que minha reação inicial foi de desaprovar o que ela falou?
Porque vivemos numa cultura e numa sociedade que cultua a beleza, mas é impiedosa com os belos. Os bonitos e as bonitas não têm o direito de fazer declarações polêmicas ou engraçadas. Eles também não têm o direito de se vangloriar de sua beleza. É isso que temos arraigado em nossas convenções.
A auto-estima em alta também é desejada e os indivíduos seguros e bem-sucedidos são louvados. Mas vivemos no mundo da falsa modéstia. Você pode ser um sucesso, mas não alardeie seus feitos e quando elogiado, sempre diminua suas qualidades.
Outra coisa: Grazi Massafera é bonita e é mulher. Ninguém mais discorda do fato de que as mulheres devem ser valorizadas e que, hoje, elas têm vários direitos que há 50 anos atrás não tinham. Mas o direito de se achar linda, maravilhosa e gostosa é algo que as próprias mulheres negam umas às outras. E negam umas às outras porque negam a si mesmas!
Então, se naquela de “VÔ” ou “NUM VÔ”, ela VAI, ótimo pra ela! Quem consegue dizer isso de si mesma deve ficar feliz. Porque isso revela amor-próprio, satisfação consigo mesma e nada de falsa modéstia. Felizes as que pegariam a si próprias!

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Lelouch e o cinema-bebê


No dia 30 de outubro, o roteirista e diretor de cinema Claude Lelouch completou 70 anos. Cinqüenta deles dedicados a carreira de cineasta. Claude Lelouch é francês, então provavelmente nem eu, nem você que está lendo, tenha assistido a algum filme dele (a não ser que "você", no caso seja o Vinny). Cinema francês não é algo que se assista “sem querer” em uma sessão da tarde da vida. Portanto eu sei que ainda não assisti a nenhum dos filmes de Lelouch. O que me fez escrever sobre ele foi uma entrevista que ele concedeu a Marina Araújo, no Programa Almanaque da Globo News.
Lelouch é um diretor consagrado, com mais de 30 filmes no currículo e foi o grande homenageado da 31ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, deste ano.



Duas observações do cineasta me chamaram a atenção na entrevista.
Uma delas sobre o quão nova é a sétima arte. O cinema surgiu há pouco se comparado a outras manifestações artísticas. Segundo Claude Lelouch, o cinema ainda está engatinhando, é apenas um bebê. Impossível discordar, afinal o cinema só foi reconhecido como arte a partir por volta de 1908, com a utilização do jogo de câmeras, luz, o efeito claro-escuro e os movimentos das imagens nas telas. O que se poderia dizer da pintura, da literatura ou da música, quando elas contavam apenas cerca de 100 anos? Muita coisa ainda estava para ser criado! E é isso que Lelouch defende a respeito do cinema. Na opinião dele, nada ainda foi feito e ele até defende que no futuro filmes serão feitos sem que os atores saibam onde estão as câmeras e outras transformações que só o futuro poderá mostrar.
Isso é algo que nunca havia me ocorrido, mas que é bem verdade. O cinema é um bebê. Um bebê que já realizou tanto, mas tem apenas 1 século! Difícil de imaginar o que mais de brilhante ainda possa ser filmado, mas sem dúvidas, surgirão muitas cenas lindas, roteiros impecáveis, diretores inspirados e atores e atrizes fantásticos. (Gostaria de poder assistir a tudo!)



A outra observação dele que me chamou a atenção está no próximo texto.
Ah... O Vinny assistiu dois filmes de Lelouch:
Retratos da Vida, ou "Les uns et les autres" - "um puuuta elenco", segundo ele.
E o famosíssimo, Um Homem e Uma Mulher, com Anouk Aimée e Jean-Louis Trintignant na história de amor mais copiada de todos os tempos. (Palavras dele também)

"O sucesso emburrece."


Claude Lelouch falou também sobre a importância dos fracassos. Ele foi o vencedor da Palma de Ouro em Cannes, em 1966, pelo filme “Um homem, uma mulher”, mas também experimentou fracassos de público e crítica. Ele acredita que os momentos em que foi mais criativo foram aqueles que precederam seus fracassos.
“Quando recebemos aplausos, queremos apenas repetir os aplausos. Quando erramos, queremos nos renovar, queremos fazer tudo diferente. O fracasso é importante. O sucesso emburrece. Se os artistas nunca fracassassem, eles nunca se renovariam.”
(Claude Lelouch)
Tantas pessoas seriam beneficiadas se ouvissem alguém brilhante e bem sucedido fazendo uma afirmação como esta. Porque há pessoas que são vítimas dos seus próprios sucessos e custam tanto a admitir uma sombra de falibilidade! Antes essas pessoas sofressem sozinhas, mas elas espalham sua doença para outros e torturam o próximo com suas idéias de que é proibido fracassar, é vergonhoso desistir, voltar atrás ou mudar de opinião. Bom seria se pessoas atormentadas por sentimentos de inutilidade devido a alguns erros e fracassos pudessem aprender com Claude Lelouch e com tantos outros, que descobriram que o sucesso é a coroação de um bom trabalho, mas que a força do homem bem sucedido está em aceitar seus desacertos e através deles se renovar.
Diz Nietzsche que muitas vezes é após um fracasso que o “espírito livre” liberta-se das tradições impostas a ele.

Eu digo que pode até ser necessário esconder seus fracassos de alguém, mas nunca, nunca de si mesmo.

domingo, 11 de novembro de 2007

Consciência limpa ou seu dinheiro de volta


Um dia desses eu estava almoçando com meus pais em Balneário Camboriú. Era um pequeno restaurante de frente para a avenida à beira-mar O dia nublado não impediu que centenas de pessoas passeassem pelo calçadão, desfilassem com seus carros pela avenida ou tomassem suas cervejinhas nos bares.
A companhia estava ótima, o restaurante era agradável e a comida gostosa. Mas algo fazia com que eu me sentisse desconfortável ali. Sabe quando você olha para as pessoas e não vê sentido em suas existências? Ou pensa que, no mínimo, a maioria poderia estar fazendo algo melhor e mais produtivo? Era assim que eu me sentia ao olhar aquelas pessoas sentadas nas mesas dos muitos bares existentes na região. Todos pareciam tão sem sentido, pareciam estar em busca de alguma coisa, homens e mulheres caçando, bebendo num domingo à tarde nublado enquanto outros passavam em seus carros ou a pé, todos com a mesma aparência de quem tenta mostrar algo que não é; todos querendo parecer e aparecer, exibindo seus carros, suas roupas, seus corpos.
Mas eu via mais do que carros, roupas e corpos; eu via olhares sem expressão, eu via miséria, perda de tempo e de energia naqueles seres humanos. Não imagino que todos eles sejam uns miseráveis o tempo todo, que suas vidas não façam sentido de nenhuma forma, que estejam mortos por dentro ou algo do gênero. Mas ali, naquela tarde, eu enxerguei tristeza onde a maioria buscava alegria. Julguei que muitos ali poderiam estar em outros lugares fazendo coisas mais interessantes, justamente como eu que, mesmo em boa companhia, não via a hora de chegar em casa. Foi quando me ocorreu que muitos estariam tão infelizes em suas casas quanto pareciam estar ali! Quando chega a esse ponto é melhor parar de conjecturar sobre a falta de sentido da vida dos outros e pensar só em você e nos motivos que você tem para ser feliz.
Foi quando uma pedinte veio se aproximando de várias mesas ao nosso redor. Obviamente ela estava com um bebê no colo. Obviamente apesar de sua aparência suja, sua cabeça meio abaixada e o olhar servil, ela era uma mulher jovem. Maltratada pela vida, mas jovem. Tive menos pena e mais um desejo de que ela desaparecesse como num passe de mágica, que ela sumisse de diante de meus olhos, mas obviamente ela veio até nossa mesa resmungar algo inaudível, dentre as quais pudemos ouvir muito bem a palavra dinheirinho e comer.
Parecia que aquela mulher esfregava sua criança supostamente faminta em nossa cara e dizia “vejam como o mundo não é perfeito, vocês comem, bebem e dormem tranqüilos, mas eu estou aqui todos os dias, mendigando, vivendo a verdadeira miséria”! Claro que ela não disse nada disso, só nos olhou com aquele olhar suplicante. Meu pai começou a revirar o bolso a procura da carteira, quando eu, num impulso, com a testa franzida, falei, “não dá não, pai!”. Ele parou, ficou na dúvida, mas tirou a mão do bolso. O olhar “tenha piedade de mim” daquela mulher em pé diante de nossa mesa, rapidamente se transformou num olhar duro, seco, e ela novamente resmungou algumas palavras ininteligíveis, mas até um surdo perceberia que ela estava praguejando e me xingando.
Baixamos nossas cabeças e continuamos nosso almoço. Ela saiu e foi tentar a sorte em outras mesas, mas o mal estar ficou. Percebi que meu pai ainda ficou um tempo acompanhando a mulher com o olhar. Talvez arrependido por não ter dado o dinheiro, provavelmente pensando que poderia ter oferecido uma refeição. Foi o que eu pensei depois que ela se foi, mas por algum motivo não o fiz. Mesmo acreditando que era quase certo que aquela mulher não queria o dinheiro para comprar comida, mesmo não acreditando que ela fosse uma pobre criatura inocente injustiçada pela vida, mesmo imaginando os maus tratos que aquela criança em seu colo deveria sofrer, mesmo assim fiquei me sentindo meio crápula pelo meu gesto de lhe negar uns trocados e fui embora com aquilo na cabeça. Mas o pior não é eu ter negado ajuda e ido para a casa com a consciência pesada.
O pior nessa história é que se eu não tivesse negado, se eu tivesse lhe dado alguns reais ou mesmo um lanche, eu iria para a casa sem pensar mais no assunto. Eu voltaria para meu carro e viajaria de volta até minha cidade com a consciência mais do que tranqüila, na verdade eu me sentiria muito boa e solidária com o pensamento medíocre de “eu fiz a minha parte”. Talvez eu tivesse feito um bem enorme àquela mulher se tivesse lhe dado algum dinheiro, talvez ela fosse mesmo uma injustiçada pela vida, talvez ela até fosse uma boa mãe (talvez, mas muito pouco provável). Acontece que nós aplacamos nossa consciência pesada com muito pouco, nós nos sentimos bons e piedosos com gestos quase que involuntários de dar para nos ver livre da figura do pedinte e ainda acreditamos na nossa própria benevolência.
Esse artigo não tem uma conclusão. Vou resistir ao impulso de me justificar por ter sido “mesquinha”, por não ter ajudado um necessitado. Também não vou propor mudanças, nem julgar se é certo sempre dar ou nunca dar, ou só dar comida e não dinheiro, ou distribuir cestas básicas a famílias carentes... Não sei. Só sei que o peso de nossa consciência é aliviado com muito pouco esforço.

sábado, 10 de novembro de 2007

O Cúmulo do Amor-Próprio


Sabem qual é o cúmulo do amor-próprio, do "se achismo", da auto-veneração e do narcisismo?



Ju - Pois é Ciça, você é uma pessoa inteligente, criativa e bem humorada. Como eu também sou inteligente, criativa e tenho um senso de humor apurado eu gosto do que você escreve. Mesmo que seja algo bobo, eu entendo que em certos assuntos você está sendo irônica; ou que é pra ser bobo mesmo, é pra ser engraçado, ou para parecer q vc se acha o máximo mesmo! E eu entendo isso. Mas pessoas "ignorantonas" não entendem. Porque são curtas. Existem pessoas que não compreendem ironia ou não entendem que algumas pessoas não se levam a sério o tempo todo. O pensamento delas não alcança isso.


Ciça - Exato, sao curtas!


Ju - Por exemplo, se você escreve: eu me acho mto gostosaaaaa!!!!! Ela acha q vc nunca chorou na frente do espelho por achar que estava gorda ou nunca quis entrar no photoshop e sair totalmente corrigida pro resto da vida! A "pessoa curta" vai imaginar você se olhando no espelho e dizendo "eu sou linda, eu me amo, vem cá boazuda" e coisas do gênero!


Ciça - Simmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm!!! Ela vai generalizar, achando que eu passo o dia todinho me olhando no espelho! E vai tentar menosprezar as outras coisas que eu faço... Tipo, se ler um texto meu, vai achar uma droga, essas coisas.


Ju - Mas acontece q mesmo nós, loiras, magras, peitudas, inteligentes, criativas e felizes também choramos por querer ser diferentes às vezes!!!!


Ciça - ehaueueaueaueaheaheaeuhueahuehueahueahuaehueahuaeuae!!!! Até a gente chora às vezes! Que dirá o resto da humanidade! coitados...



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Há quanto tempo eu vinha me procurando

Quanto tempo faz , já nem lembro mais

Sempre correndo atrás de mim feito um louco

Tentando sair desse meu sufoco

Eu era tudo que eu podia querer

Era tão simples e eu custei prá aprender

Daqui prá frente nova vida eu terei

Sempre a meu lado bem feliz eu serei


Eu me amo , eu me amo

Não posso mais viver sem mim


Como foi bom eu ter aparecido

Nessa minha vida já um tanto sofrida

Já não sabia mais o que fazer

Prá eu gostar de mim , me aceitar assim

Eu que queria tanto ter alguém

Agora eu sei sem mim eu não sou ninguém

Longe de mim nada mais faz sentido

Prá toda vida eu quero estar comigo


Foi tão difícil prá eu me encontrar

É muito fácil um grande amor acabar , mas

Eu vou lutar por esse amor até o fim

Não vou mais deixar eu fugir de mim

Agora eu tenho uma razão pra viver

Agora eu posso até gostar de você

Completamente eu vou poder me entregar

É bem melhor você sabendo se amar

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

O natural é suficientemente espantoso para mim.


O cair da tarde...

O anoitecer em um dia de novembro...

A primeira estrela a brilhar no céu...

E a brisa!

Tudo isso tem cheiro! Cheiro de frescor, cheiro de noite que vem trazer alívio após um dia de calor, tem cheiro de festa e de conversas na rua até tarde.

O azul escuro incomparável do céu que anoitece em contraste com o verde da copa das árvores altas e cheias que ainda estão ali, ao meu lado, desde sempre, desde que cheguei aqui, nesta casa. Desde meus primeiros "entardeceres" sentindo esses cheiros e olhando para essa paisagem. Não me recordo de todos, mas o meu corpo lembra; os meus sentidos também. E se alegram.

Pois é novembro... É primavera... É mais uma brisa... É mais uma primeira estrela... É mais um anoitecer perfeito.