quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Terra de Ninguém?




Sábado à noite. Janeiro. Um jovem casal procura um lugar agradável em Criciúma para jantar. É o horário normal, em que qualquer restaurante normal, de qualquer parte do mundo, estaria aberto. Mas não em nossa cidade! Várias tentativas e todos os restaurantes se encontravam de portas fechadas e cadeiras erguidas em cima das mesas. Parece até que tinham combinado entre eles.




Sabemos que muitas pessoas rumam para as praias (os criciumenses para o Balneário Rincão principalmente) em um final de semana de janeiro, mas daí aos donos de restaurantes resolverem fechar suas portas? Isso condiz com uma cidade que se considera uma das principais do estado? Pressupor que “todos estão no Rincão por isso nem vamos abrir no sábado” é atitude de um empresário de visão?




A culpa não é do pouco movimento, a culpa não é da prefeitura, a culpa não é do verão. É do pensamento provinciano que ainda domina muitas mentes nesta cidade! Pensamento esse que faz certas pessoas pensarem que durante o verão a cidade inteira se transfere para o Balneário Rincão. Ora, nunca foi assim. E aqueles que se acostumaram a pensar que as coisas funcionam assim, é porque encontram todos os seus vizinhos e seu pequeno círculo de conhecidos na praia. Daí veio a conclusão: se meu mundinho está no Rincão durante as férias, Criciúma está deserta!




Acontece que nossa cidade é muito mais do que um pequeno grupo de pessoas que acreditam ser os formadores de opinião, nossa cidade é muito mais do que as famílias ditas tradicionais ou emergentes. E não estou falando apenas daqueles que não migram para as praias por falta de condições financeiras. Muitos preferem ficar na cidade por uma série de motivos. Nossa cidade tem empresários, profissionais liberais, estudantes, artistas, intelectuais, bancários, advogados, jornalistas, médicos, etc, que preferem ficar na cidade por não gostarem de praia, por terem algum trabalho a fazer durante o fim de semana, por quererem pegar um cineminha ou ir a um restaurante.




Mas, pelo jeito, os donos de restaurantes da cidade ainda pensam com aquele pensamento tacanho de que no verão todos se mudam para a praia mais próxima. Lamentável para eles e ponto para o único restaurante aberto na cidade que, por sinal, estava com um ótimo movimento!

1 comentários:

L.S. Alves disse...

Isso nnão é exclusividade de Criciuma. Aqui no estado eu já soube de casos de restaurante fechado no horário de almoço no meio da semana.
Infelizmente ainda existem muitos empresários com esse tipo de comportamento. Nós sofremos um pouco até que surja uma nova opção, porém eles amargaram uma falência vergonhosa em pouco tempo. Não é profecia não, mas o mercado não aceita mais esse tipo de atitude.
Um abraço.