
Existem pessoas que são fadas. Ajudam-nos a ver a beleza da vida e de nós mesmos. Chegam num momento, de repente, e nos surpreendem quando mais precisávamos ou quando menos esperávamos. Grayce é o nome dela. Grayce que me faz pensar em graça e graciosidade. Mas ela não é graciosa na definição superficial da palavra. Não graciosa de laços e fitas e cor-de-rosas e palavras doces calculadas. Certamente há nela essa porção fêmea-menina (há em quase todas). Mas é certo também que ela não tem tempo para frufrus e ilusões adolescentes: é mulher, é mãe, é profissional. Sobretudo, é verdadeira; sobretudo, conhece-se, ou não teme buscar seus fantasmas, para então conhecê-los e, talvez, combatê-los. Isso é o principal. É o que faz dela autêntica, pois ser mãe, esposa e ter contas a pagar não transforma ninguém em um ser especial. É o fato de ser uma viajante da vida, uma caçadora de si mesma que faz dela essa pessoa capaz de olhar para o lado e espalhar sua graça a alguém que parece não precisar de graça alguma.
Grayce olhou para mim e não viu a caricatura. Não viu somente pele, olhos, cabelos, estruturas e cores. Grayce olhou meus escritos. Leu-me e teve acesso a minha alma. Estou certa disso. Pois só enxergando minha alma poderia lembrar de mim ao ler estórias que a tocaram e agora tocam a mim. Grayce ofertou-me livros.
Compartilhar descobertas com uma quase desconhecida, acreditar num talento embrionário não são gestos comuns. Daí eu afirmar que o nome dela é tão propício. Graça! Ou nobre como Grace Kelli, a princesa. Pois nobre é a palavra que melhor define o gesto desta Grayce da qual falo.
Meu ceticismo foi abalado. Agora acredito em fadas. Fui abençoada por uma. Sua varinha de condão foi um e-mail. Não recebi vestido bonito, nem carruagem feita de abóbora. Recebi livros antigos, que durarão até muito além da meia-noite. As mensagens contidas neles estarão comigo para sempre e, pouco a pouco, me incutirão lições. O gesto dela estará gravado em minha memória até o fim de meus dias, me fazendo lembrar que para 1000 bruxas que queiram me fazer morder a maçã, existe UMA fada. E é o suficiente.
Grayce olhou para mim e não viu a caricatura. Não viu somente pele, olhos, cabelos, estruturas e cores. Grayce olhou meus escritos. Leu-me e teve acesso a minha alma. Estou certa disso. Pois só enxergando minha alma poderia lembrar de mim ao ler estórias que a tocaram e agora tocam a mim. Grayce ofertou-me livros.
Compartilhar descobertas com uma quase desconhecida, acreditar num talento embrionário não são gestos comuns. Daí eu afirmar que o nome dela é tão propício. Graça! Ou nobre como Grace Kelli, a princesa. Pois nobre é a palavra que melhor define o gesto desta Grayce da qual falo.
Meu ceticismo foi abalado. Agora acredito em fadas. Fui abençoada por uma. Sua varinha de condão foi um e-mail. Não recebi vestido bonito, nem carruagem feita de abóbora. Recebi livros antigos, que durarão até muito além da meia-noite. As mensagens contidas neles estarão comigo para sempre e, pouco a pouco, me incutirão lições. O gesto dela estará gravado em minha memória até o fim de meus dias, me fazendo lembrar que para 1000 bruxas que queiram me fazer morder a maçã, existe UMA fada. E é o suficiente.




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