
O Supremo Tribunal Federal está prestes a julgar um Recurso Extraordinário (RE 511961) que, se for aprovado, irá permitir que qualquer pessoa exerça a profissão de jornalista.
Aqueles que são a favor do projeto, o fazem baseados no argumento de que a obrigatoriedade do diploma ameaça a liberdade de expressão da população em geral. Um argumento mal intencionado e infundado, já que os jornalistas são os que mais fazem questão de dar voz ao povo, aos especialistas, aos notáveis ou anônimos!
Se qualquer pessoa puder trabalhar em uma redação de TV, rádio ou jornal, poderemos ver nossa imprensa ser guiada por interesses que não passam nem perto do objetivo de bem informar e garantir a liberdade de opinião.
A discussão não é se todos os jornalistas são éticos ou não. Não está em pauta se os cursos de graduação suprem toda a necessidade de formação. Isso também deve ser discutido, há deficiências nos cursos, nos profissionais, na imprensa. Mas não é permitindo que qualquer indivíduo, até mesmo aquelas que nem concluíram o ensino fundamental, exerçam o jornalismo que iremos preencher as lacunas problemáticas da imprensa brasileira.
Já são 70 anos de regulamentação da profissão e 40 anos de cursos de jornalismo no país. Destruir isso é um retrocesso.
Estamos na Semana Nacional de Luta em defesa do diploma e da regulamentação profissional dos jornalistas. Em todo o país estão ocorrendo manifestações que visam sensibilizar os 11 ministros do STF que julgarão o Recurso Extraordinário. Em Criciúma, profissionais da imprensa e estudantes de jornalismo se reunirão ao longo do dia na Praça Nereu Ramos.
"Não apenas a categoria dos jornalistas, mas toda a Nação perderá se o poder de decidir quem pode ou não exercer a profissão no país ficar nas mãos destes interesses particulares. Os brasileiros e, neste momento específico, os Ministros do STF, não podem permitir que se volte a um período obscuro em que existiam donos absolutos e algozes das consciências dos jornalistas e, por conseqüência, de todos os cidadãos!"
FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas
FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas




19 comentários:
Não entendi Jú...
Ao mesmo tempo que parece interessante, já que existem muitas pessoas talentosas, não jornalistas, é um absurdo para quem estudou anos e se especializou no assunto. Pra ser sincero, nem consigo ter uma opinião formada sobre isso. Mas acho que fico em defesa dos que estudaram para atuar.
Bom, vamos ver o que o pessoal comenta aqui =)
Olá, Juliana!
Vc nao me conhece. Me chamo Suelen, sou de Criciúma, e visito seu blog há uns 2 meses, por gostar do que e como vc escreve.
Quanto ao post de hoje, concordo plenamente com vc. Se um cidadão comum não pode exercer a Medicina, o Direito, pq poderá exercer o Jornalismo?? Se a questão é abrir espaço para que outras pessoas, que não os jornalistas, se expressem também, que os jornais e revistas abram espaço para elas!
Espero que esse absurdo não vá muito longe.
Beijos!
Olha Juliana, até sair de casa sobrevivi nas custas do meu pai que é Jornalista, não formado... hj ele faz webjornalismo pra não encherem o saco dele (diz ele). Não acho essa lei certa, mas e aí, vai proibir o cara que já trabalhou mais de 25 anos com isso?
França, não acho que devam proibir aqueles que já exercem a profissão, sem diploma, há muito tempo. Nem é isso que vai acontecer. Mas o que não pode ser permitido é que se contratem, agora, pessoas sem formação para trabalhar como jornalistas.
Seu comentário no meu blog me fez chorar =~~~~~~~~~~
(que bom que eu já to em casa! ahuahuahuahahahaa)
Ops.... acho que eu assinei o comentário com o endereço do meu antigo blog! Disfarça! ahuahuahuahuahua
Em toda a categoria profissional existe essa "briga". Da mesma forma que os administradores querem exigir que só pessoas graduadas exerçam a gestão de uma empresa para a "saúde" dessa corporação.
Sou a favor sim que restrinjam a pessoas da área.
bjss
Bia
Que absurdo!!!
Esses ministros não tem mais o que fazer?!!
aff!
Acho que a exegência de um diploma impediria por exemplo que um ex-bbb sem qualificação alguma se intitualsse reporter, apresentador, jornalista ou o que for. É o mesmo que acontece no Direito, se a OAB não frear o bonde dos espertinhos dificultando o acesso ao título, teremos ainda mais adEvogados à deriva nesse país, o que não implica em nada na melhora da justiça.
Carlos, acredito que tenha sido um erro de digitação. Mas é bom esclarecer, para que as pessoas que não dominam muito bem o português e lerem os comentários não assimilem errado. Você quis dizer "exigência", não é?
Que lamentável, Ju. Não é novidade que os nossos governantes querem boicotar o jornalismo sério. Pq será, hein?
Então qualquer um pode exercer a profissão que quiser? Virar o vulgo "prático"? Que atraso de vida!!!
Antes de mais nada, vou expressar a minha opinião, logicamente, você pode discordar se achar necessário, mas não me interprete mal e nem fique com raiva de mim. Acho essa discussão interessante para observar diversos pontos de vista para formular uma opinião mais correta sobre isso.
É uma faca de dois gumes. Qual seria a função de uma pessoa contratada para trabalhar como jornalista? Porque o que vemos são várias pessoas de outras áreas sendo comentaristas, colunistas e críticos que não são jornalistas e as vezes não são formados em nada, como os ex-atletas, mas que talvez possuam uma visão muito mais crítica do que os jornalistas formados.
Ao mesmo tempo que isso acontece, realmente é uma bizarrice botar essas mesmas pessoas para fazerem reportagens, entrevistas, matérias sobre os assuntos e acontecimentos.
Uma pessoa qualquer não pode tirar o emprego de um jornalista formado, profissional que estudou muito, fez cursos de especialização nas redações. Nisso eu concordo, mas há outras funções no jornalismo que podem ser feitas com muito mais precisão por uma pessoa que nunca fez um curso de jornalismo.
Vou procurar o link de um comentário de Flávio Gomes, jornalista esportivo, especializado em automobilismo e que é uma referência na área, sendo a favor da atuação dos não-jornalistas. Quando eu achar mando para você.
Beijo
"Poderemos ver nossa imprensa ser guiada por interesses que não passam nem perto do objetivo de bem informar e garantir a liberdade de opinião." Mas isso já vem ocorrendo à muito tempo minha querida! Todos os meios de comunicação atuais exibem muita informação pela metade ou abusam daquela constatação de que uma das várias faces da mentira é fazer com que uma meia-verdade venha à se tornar uma verdade inteira ou como disse Tennison "A mentira que é meia-verdade é de longe a mais hedionda das mentiras." Eu apoio a aprovação de cópias das legislações britânicas e estadunidenses à respeito, para completar o que já existe! Agora, que ninguém pode trabalhar como jornalista sem diploma é óbvio e seria incorreto e ilegal se o permitissem em minha humilde opinião! Expressar idéias e conceitos através de um blog difere muito de trabalhar em uma redação de jornal ou tv!
Esse projeto está errado, não tem sentido, e é injusto com os bons e bem-intencionados jornalistas que são poucos infelizmente... Agora que ainda existe censura e controle sobre a imprensa em geral, isso, em minha opinião é um triste fato e só mudará quando todos aprenderem a anular o voto e se absterem quando não houver nenhum candidato bom e honesto!
Parabéns e apóio o luto!
P.S. Posso divulgar a campanha 'sem canudo não' em meu blog? No caso estava pensando em reproduzir apenas a imagem da campanha como no início do seu post e dizer que eu apóio essa campanha... Que tal?
Pronto, postei 'minha opinião', gostaria que você lêsse e me dissesse via e-mail o que achas-te, pois se não tiveres gostado eu a retirarei do blog sem problemas...
Beijos!
Que ridículo isso! Revoltante! Concordo plenamente com o comentário do Brutos.
Oi Ju,
Isso é um assunto espinhoso, né? O negócio é que Comunicação e Arte tem um rumo bem diferente do que, por exemplo, Medicina ou Direito -- apesar de que no Japão, qualquer pessoa de idade pode trabalhar como juiz -- porque é mais questão de bom-senso do que técnica. Você não pode esperar que uma pessoa aleatória realize uma cirurgia de coração, mas ela pode escrever um artigo jornalístico sobre outra coisa da qual ela tenha conhecimento.
De qualquer forma, tenho a impressão que o jornalista formado sempre terá uma melhor receptividade ou mais portas abertas do que aquele que trabalha como tal sem uma formação universitária.
beijos!
Legal... Somos jornalistas. Eu sou Juliany e Você Juliana. rsrsrs
Obrigada pela sua visita. Volte sempre!
Quanto ao post, não preciso nem dizer que sou contra esse disparate! Imagina qualquer pessoa podendo exercer a profissão de jornalista! Aí sim é que o poder vai ficar mais ainda concentrado nas mãos da elite e a comunicação cada vez mais manipulada. É um absurdo!
Beijos
Não concordo com a defesa acirrada que os jornalistas dimplomados fazem. Lembro que, nos tempos de faculdade de comunicação, os estudantes exigiam furiosamente que alguns outros estudantes que haviam abandonado o curso para fazer sucesso na Globo deveriam voltar para a faculdade. É ridículo. Se eles voltasse, ia ser para dar aulas, isso sim! Um dimplomado não é melhor só pelo fato de ser diplomado. Alguns não percebem que a exigência de diploma pode ser apenas a defesa do comércio de diplomas da univesidade e também um simples corporativismo profissional, que não inclui, necessariamente, os bons e os éticos, mas os que terminaram a faculdade.
abç
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