quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

O Caminho dos Excessos


Encontrei esse texto no Penso, Logo Escrevo e gostei bastante. Por isso, transcrevo-o aqui.

Inclusive ele tem uma certa relação com esse texto que acabei de postar.



"Saber parar é muito importante.Aliás, mais importante até do que saber começar.Devemos viver como se hoje fosse nosso último dia. Mas isso não quer dizer exagerar, exceder, quer dizer viver intensamente, sem desperdiçar as coisas boas da vida e não perder tempo com as pequenas coisas. Nada tem a ver com excesso, com o dane-se depois não estarei mais aqui mesmo!O excesso normalmente não traz nenhum tipo de benefício.Sempre que nos excedemos causamos algum tipo de mal a nós mesmos e muitas vezes aos outros também. E é nesse ponto que tudo perde o sentido e lembramos daquela frase... “o meu direito termina onde o seu começa”.É a mais pura verdade! Mas, infelizmente, algumas pessoas esquecem desse pequeno detalhe e vivem como se apenas elas importassem e existissem e vão atropelando os outros sem olhar para trás, sem sentir remorso. Às vezes, sem perceber, de tão egoístas que são. Como só olham para o próprio umbigo, não levantam a cabeça para olhar o que há em volta.É muito ruim ser atropelado por esse tipo de pessoa mas, muito pior, é ser esse tipo de pessoa."

(Greice Drumond - Penso, logo escrevo)

Viva como se, um dia, você fosse morrer


Estava dando uma geral nos meus arquivos e encontrei este texto que foi publicado na Rádio Criciúma, mas não cheguei a postá-lo aqui.

Foi escrito logo após o acidente da TAM.





Nunca fui muito fã dessa história de aproveitar a vida porque ela é uma só, de lembrar que o tempo passa rápido e que devemos viver como se hoje fosse o último dia de nossas vidas. Lembrar que um dia eu vou morrer nunca me ajudou a viver melhor.
Mas a vida pode nos ensinar a tirar proveito até mesmo do que achávamos que jamais iria nos ajudar.
Outro dia eu estava conversando com uma amiga e ela disse que não consegue pensar nesse negócio de “curtir a vida pois ela é uma só”, porque quando pensava assim acabava meio maluca, pensando em todas as coisas que deveria estar fazendo e não está. Eu também me sentia mais ou menos da mesma forma. Quando pensava que minha existência um dia chegaria ao fim, isso mais me paralisava do que me impulsionava a realizar meus objetivos.
Até mesmo ter objetivos e metas bem traçadas era algo que me assustava. Acho que assusta muita gente. A impressão que tenho é de que quando dizemos para nós mesmos quais são nossas metas é como se admitíssemos: “bom, a vida é uma só e não posso ter tudo e ser tudo na vida, então quero isso, isso e aquilo.” Definir caminhos a tomar significa encarar o fato de que abrimos mão de todos os outros caminhos não escolhidos. Talvez isso faça com que muitas pessoas fiquem patinando em busca de um sentido para a vida. Talvez esse medo de abrir mão dos outros caminhos faça com que muitos escolham, comecem a caminhada, desistam, escolham outro caminho, comecem de novo, voltam a desistir e assim sucessivamente.
Num mundo com tanta informação e com tantas possibilidades queremos “tudo ao mesmo tempo agora”, queremos para ontem, queremos ser atores para interpretar vários papéis e assim não ter que definir uma escolha de vida. Queremos ir por aqui, por ali, por lá e acolá. Mas a vida não permite isso. Ela passa. Definitivamente, ela passa. Inexoravelmente, ela passa. Sorrateiramente, a vida passa.
Mas de repente comecei a perceber que lembrar a finitude de nossa existência pode não ser algo tão atormentador assim. Estou lendo “Quando Nietzsche chorou”, do psiquiatra Yrvin Yalom. O livro me ajudou a enxergar que o fato de eu ter um prazo de validade não precisa necessariamente ser algo que me faça ter vontade de desistir de tudo logo! Resumindo ao máximo, em um dos ensinamentos do filósofo Nietzsche, contidos no livro, ele afirma que devemos imaginar que quando morrermos seremos obrigados a começar tudo novamente e que tudo acontecerá exatamente da mesma forma como já aconteceu. Devemos imaginar que os pensamentos, atitudes, sentimentos, realizações, lutas, fracassos, vitórias serão todos exatamente iguais aos que estamos vivenciando atualmente. Este se mostrou um pensamento muito libertador! Apesar de Nietzsche ser conhecido como um filósofo pessimista, ele me ajudou a enxergar a vida com mais otimismo. A idéia dele é de que já que vamos repetir toda a nossa vida pela eternidade, precisamos então vivê-la da melhor maneira possível. Devemos ter as atitudes que gostaríamos de ter pelo resto da eternidade. Só devemos permitir em nossa mente os pensamentos que gostaríamos de ter para todo o sempre (ou ao menos manter na mente apenas os pensamentos e sentimentos menos inúteis).
A tragédia com o avião da TAM só veio acrescentar a força desta teoria diante de meus olhos. A vida realmente é curta. Além de ser curta, ela pode acabar bem antes do previsto! Quantas pessoas dentro daquele avião não estavam deixando para começar a viver de verdade a partir da próxima conquista? Mas não haverá uma próxima conquista para elas. Não neste mundo. É duro pensar assim, mas pode ser libertador. Muitos acreditam na reencarnação ou em uma vida após a morte, mas mesmo assim seria melhor se vivessem como se não acreditassem em nada. Talvez, só assim, teríamos a dimensão do grande valor que é ter esta vida para viver! Façamos de conta que não existe mais nada, além dessa existência. Vamos amá-la, cultivé-la e fazer dela a melhor existência possível que poderíamos desejar. Se o que você faz hoje se repetisse pela eternidade, como você faria? Se o que você pensa hoje fosse determinar o que você pensaria em todas as suas próximas vidas, em que você pensaria?
Não se trata de viver sem freios para aproveitar tudo que a vida tem a oferecer. Não se trata de obter prazer a qualquer custo. Não se trata de querer viver tudo de uma só vez. Mas se trata de dar o devido valor à vida que temos. Vivê-la de forma a deixar saudades e não arrependimentos! Olhar ao redor e enxergar o que temos de bom. Olhar para dentro e enxergar o que temos de precioso. E usar tudo isso. Não viver esperando recompensas futuras. Não viver imaginando que teremos uma segunda chance. Desde crianças nos ensinam que quando morrermos, vamos para o céu. Crescemos e continuamos acreditando nisso, ou então acreditamos que teremos outras vidas para crescer espiritualmente e nos purificar. Mas e se esta vida, hoje, aqui e agora, for a nossa grande e única chance? Não custa vivê-la com vontade. Não custa tentar extrair dela o melhor que ela pode oferecer. O que vier, depois, é lucro!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Suicide Solution


Não costumo postar apenas ilustrações, mas essas abaixo não resisti!

Non sense e divertido.

Encontrei primeiro em algum blog (agora não me recordo qual) e depois achei nesse endereço:

São tão bonitinhos esses coelhinhos, mas tão engenhosos e cruéis na arte de tentar tirar a própria vida! Dá uma dó deles...
Dó de coelhinhos desenhados??? Acho que meus valores estão um pouco distorcidos.

Uma questão de escolha...


Guarda os pulsos pro final


Saída de Emergência...


Os Genes da Discórdia


É fácil compreender por que os homens se sentem atraídos sexualmente por várias mulheres: o corpo deles quer espalhar o máximo possível a sua semente (é a maneira que nossos genes encontraram de viver eternamente). Também é fácil, de acordo com a Teoria da Evolução, entender o que faz as mulheres preferirem os parceiros de mais posses e que passem uma imagem de protetores: em tese, seriam os mais capazes de proteger as futuras crias. Como a mulher não pode simplesmente sair espalhando suas sementes (ela tem que carregá-la), ela percebeu que seria melhor encontrar um parceiro fixo, bom reprodutor e capaz de protegê-la e a seus filhotes. Até aí tudo bem.

Mas, se somos guiados por nossos genes - e somos, em muitos aspectos - e o que nossos genes querem é se reproduzir, perpetuar a espécie e cuidar para que seus filhotes sobrevivam, por que a mulher continua a desejar ser cortejada, mesmo que já tenha encontrado um parceiro estável, saudável e que lhe propicie segurança? Por que ela continua sentindo a necessidade de ser desejada e admirada? Não só por outros homens, mas, principalmente, pelo seu próprio parceiro?

Será que isto também tem uma explicação biológica?

Será que é por que ser cortejada é a prova de que ela continua apta a reproduzir-se? Será que é por que sendo admirada por outros homens ela desperte em seu companheiro a sensação de que pode procriar com outro? E como o homem não quer correr o risco de criar um filho que não é seu, ele vai se dedicar mais a sua companheira para que ela não venha a misturar os genes dela com outros genes, que não os dele?

Será que alguém entendeu o que estou dizendo?


São questionamentos muito pertinentes.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Saia Justa


Eu não gostava do programa Saia Justa, do GNT, aquele programa em que cinco mulheres (Marcia Tiburi, Maitê Proença, Betty Lago, Soninha Francine e Mônic Waldvogel) ficam sentadas em um sofá, conversando sobre os mais variados assuntos. Eu não sabia direito por quê não gostava do programa, mas sempre que tentava assisti-lo ficava incomodada.

Achava que era simplesmente porque todas falavam ao mesmo tempo ou por "não ir com a cara" de algumas integrantes. Na verdade, eu ficava procurando defeitos em cada uma delas.

Mas um dia, ou melhor, uma madrugada - aquelas madrugadas em que você não está com sono suficiente para dormir, mas está meio "zumbi" e não fica com o dedinho nervoso trocando de canais o tempo inteiro - zapeei, zapeei e parei no Saia Justa. Enquanto assistia, descobri o real motivo que me fazia não gostar do programa: preconceito e medo.

Preconceito machista! É, por ser um programa só de mulheres, falando sobre todos os assuntos, mas tratando todos eles com uma visão feminina, eu ficava com aquela sensação "um monte de mulheres juntas, debatendo temas importantes não pode dar em boa coisa". Quem não têm esse "pré-conceito" plantado em sua mente? Eu descobri que tinha.

E o medo? Medo porque alguns assuntos propostos, que me faziam pensar em coisas que eu tinha medo de pensar e questionamentos que eu temia fazer a mim mesma! Medo dos temas que incomodam a princípio, mas que quando conseguimos encará-los algum crescimento acontece, nos conhecemos mais e nos entendemos melhor.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Fofo e inteligente!


Não sei como cheguei até esse site, mas a vida virtual é assim, te leva pra um lado, para outro, você lê muita porcaria, mas de vez em quando descobre coisas geniais. E o Bichinhos de Jardim foi uma ótima descoberta!

São quadrinhos, de autoria de Clara Gomes, inspirados na fauna e flora que pode ser encontrada em qualquer jardim: formigas, borboletas, flores, joaninhas, caramujos.


O legal é que dá para se identificar com cada um dos personagens, pois Clara atribuiu a eles uma personalidade marcante: um caramujo sonhador e enrolado, uma borboleta patricinha, uma joaninha debochada, uma minhoca (ou minhoco?) ingênua e uma flor mal-humorada!


Eu me identifiquei especialmente com a Joaninha, mas o caramujo "viajandão" combina com meu lado mais poético!


Então, adorei e recomendo:








sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Masturbação destrói neurônios???


Você estuda, estuda, estuda e não consegue passar no vestibular ou naquele concurso público?

Anda meio esquecido ultimamente?


Ora, caro amigo, seu problema pode ser o prazer solitário!!!


Isso segundo um site de aconselhamento cristão, que diz:


"Os médicos dizem que se for limpinho, o sexo anal não tem problema e outras coisas, mas são os mesmos que dizem que masturbação faz bem e é saudável, e pior: incentivam os jovens a se masturbarem para se conhecerem... Satanás é incrivelmente sagaz! A cada masturbação, por exemplo, o ser humano perde para sempre milhões de neurônios, isso faz muito mal pra saúde física e mental."


Olha se Satanás é sagaz eu não sei, mas que esses crentes aí são muito burros, são!!


Será que eles acham que os neurônios moram nos espermatozóides?



Quer se divertir mais?



Agora ficou mais fácil botar as crianças para dormir!


Mais um brinquedo fabricado na China terá que ser recolhido das prateleiras.

O problema agora aconteceu com um brinquedo chamado Bindeez, muito popular nos Estados Unidos e na Austrália.

O Bindeez contém miçangas de cores vivas, que podem ser dispostas para tomar a forma que a criança desejar e ficam unidas quando borrifadas com água.

As miçangas que deveriam ser revestidas de uma espécie de cola não-tóxica estavam cobertas de uma substância que se transforma na droga GHB quando engolidas. O GHB (ácido gama-hidroxibutírico, um poderoso sedativo, que é ilegal) é também conhecido como "droga do estupro" ou "boa noite cinderela".

Na Austrália, três crianças foram hospitalizadas nas últimas duas semanas depois de terem engolido as contas. Elas já se recuperaram, mas o brinquedo foi proibido no país.
Nos Estados Unidos, duas crianças foram afetadas, de acordo com a Comissão de Segurança de Produtos ao Consumidor.


Será que ainda encontro esse brinquedo para vender?

Olha a facaaa!!!!!


Durante a missa de celebração do aniversário da cidade de São Paulo, na Catedral da Sé, um homem entrou armado com uma faca, aparentemente bêbado, gritando e indo em direção ao altar.

Não se sabe se Benedito de Oliveira tinha algum alvo específico, pois foi logo desarmado.

Mas vai que essa é a maneira do pobre homem de prestar seu culto a deus? Qual o problema?

Alguns levantam as mãos, alguns choram, alguns se ajoelham, outros fazem aqueles sinais na frente do rosto...

O camarada lá em São Paulo achou por bem sacar a faca e sair correndo dentro da igreja! Ao menos ele foi bastante autêntico!


Mas o cômico é que além de uma faca, sabe o que ele trazia na outra mão?

UM CAVAQUINHO, onde estava escrito Benedito do Cavaco, como ele é conhecido.


O senador Eduardo Suplicy, que estava na missa, disse que Benedito "primeiro levantou o cavaquinho e depois puxou a faca."

Quer viver mais? Discuta a relação!


Na próxima vez em que seu namorado estiver emburrado com você e não revelar o motivo de jeito nenhum, preferindo ficar bufando pelos cantos, diga a ele que ele está perdendo a oportunidade de ter uma vida mais longa!


Isso é verdade, segundo pesquisadores do Departamento de Psicologia, da Universidade de Michigan, dos Estados Unidos.


Os cientistas acompanharam 192 casais por 17 anos e os "catalogaram" em quatro grupos: no primeiro, os dois comunicam suas indignações, no segundo e terceiro, um dos dois se expressa e o outro se reprime, e no último, os dois parceiros não reagem a um ataque ou provação do outro.
Foram registradas 13 mortes nos 26 casais do último grupo, e nos outros 166 casais ocorreram 41 mortes.
Em 27% dos casais em que ambos reprimiram seus sentimentos, um de seus membros morreu no período do estudo, e em 23% os dois faleceram durante os 17 anos.
No entanto, apenas 19% dos outros três grupos combinados viram a morte de um membro do casal durante o período de estudo.
Quando os dois cônjuges reprimem sua indignação a um ataque ou uma crítica injusta do outro, a morte prematura é duas vezes mais provável que nos outros grupos, segundo Ernest Harburg, professor da Universidade de Michigan e diretor do estudo.



Counter Strike é amor


Vejam só: se o Counter Strike fosse proibido há mais tempo, talvez esse lindo casalzinho apaixonado não estivesse junto hoje!


"O que para o juiz Carlos Alberto Simões de Tomaz é uma carnificina virtual digna de proibição, para dois universitários do interior paulista foi puro romance. Mariana Moga de Moura, 21, estudante de física, e Marcelo Montovani Thomaz, 21, que cursa ciência da computação, conheceram-se jogando o agora proibido Counter Strike.
"Jogo há uns 6 anos, desde o Counter Strike 1.5", diz Mariana, que já conseguiu ficar 15 horas ininterruptas matando terroristas numa LAN house. Mais experiente, Marcelo (ou "edyn") chegou a disputar campeonatos --seu time foi vice-campeão num deles e recebeu até prêmio em dinheiro.
"Você precisa de entrosamento para a coisa dar certo, sem nenhum erro", ensina, com a autoridade de quem pratica há nove anos. Toda a experiência, no entanto, não o impediu de perder para... Mariana.
"Ele falava que eu jogava melhor na época, porque eu destruía mesmo. Jogava melhor que muito marmanjo", gaba-se a universitária. Logo o casal se esgueirou para conversas via MSN e, após 4 meses de facadas e tiros, conheceram-se pessoalmente. "Não tinha xaveco explícito, sabe? A gente foi se dando bem", relata a universitária. Já namoram há dois anos e meio."

É bom que quando estiverem estressados um com o outro, é só cada um sentar diante de seu computador e esfaquearem-se virtualmente!


Discutir a relação é coisa do passado!




quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Subversão




Não sou fã de video-game. Nem poderia, já que nunca joguei. Só o Atari, que é do século passado, da longínqua década de 80.



Mas li um texto de um advogado sobre a proibição de dois determinados jogos on-line: Counter-Strike e Everquest. Uma decisão judicial proibiu a distribuição e comercialização de "livros, encartes, revistas, CD-ROM, fitas de videogame ou computador" com os jogos, sob pena de multa de R$ 5.000.




A decisão foi tomada com base na suposição de que tais jogos estimulam a subversão da ordem social, dentre outras coisas.




Segue abaixo trechos do texto do advogado, que critica a proibição desses jogos.




"Não são, de fato, jogos para crianças pequenas. Pode-se até dizer que sejam de mau gosto. Mas parece ter escapado ao bom senso que jogos similares são uma extensão das brincadeiras infantis de polícia e bandido, bonecos de ação, lutas simuladas e inúmeras outras atividades lúdicas, típicas de meninos. Qualquer pré-adolescente com idade suficiente para manejar o teclado e o mouse e movimentar seu boneco - carinhosamente apelidado de "hominho" - já foi exposto a situações de violência real muito piores do que aquelas que encontrará nos videogames.


A hipocrisia parece não ter limites. Se a preocupação é evitar que os jogadores aprendam "táticas militares" - como se fosse possível comparar o manejo de rifles e outras armas de grosso calibre reais com o ato de pressionar teclas e de clicar os botões do mouse - qual será o próximo passo? Fechar os poucos locais em que ainda se pratica paintball? Queimar livros como "A Arte da Guerra", de Sun Tzu?
Se proibir a venda de um jogo violento para menores de 18 anos é perfeitamente compreensível, banir completamente a sua venda, inclusive para adultos, não faz o menor sentido. Proibir adultos de jogar videogames é tratá-los como crianças, incapazes de fazer escolhas."


(Marcel Leonardi)




Bem, os jogos foram proibidos por estimular a subversão da ordem social.


Isso me fez parar para pensar: se tudo que estimule a subversão da ordem deve ser proibido, o que mais é preciso proibir?


Fica a pergunta a vocês, amigos blogueiros.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Terra de Ninguém?




Sábado à noite. Janeiro. Um jovem casal procura um lugar agradável em Criciúma para jantar. É o horário normal, em que qualquer restaurante normal, de qualquer parte do mundo, estaria aberto. Mas não em nossa cidade! Várias tentativas e todos os restaurantes se encontravam de portas fechadas e cadeiras erguidas em cima das mesas. Parece até que tinham combinado entre eles.




Sabemos que muitas pessoas rumam para as praias (os criciumenses para o Balneário Rincão principalmente) em um final de semana de janeiro, mas daí aos donos de restaurantes resolverem fechar suas portas? Isso condiz com uma cidade que se considera uma das principais do estado? Pressupor que “todos estão no Rincão por isso nem vamos abrir no sábado” é atitude de um empresário de visão?




A culpa não é do pouco movimento, a culpa não é da prefeitura, a culpa não é do verão. É do pensamento provinciano que ainda domina muitas mentes nesta cidade! Pensamento esse que faz certas pessoas pensarem que durante o verão a cidade inteira se transfere para o Balneário Rincão. Ora, nunca foi assim. E aqueles que se acostumaram a pensar que as coisas funcionam assim, é porque encontram todos os seus vizinhos e seu pequeno círculo de conhecidos na praia. Daí veio a conclusão: se meu mundinho está no Rincão durante as férias, Criciúma está deserta!




Acontece que nossa cidade é muito mais do que um pequeno grupo de pessoas que acreditam ser os formadores de opinião, nossa cidade é muito mais do que as famílias ditas tradicionais ou emergentes. E não estou falando apenas daqueles que não migram para as praias por falta de condições financeiras. Muitos preferem ficar na cidade por uma série de motivos. Nossa cidade tem empresários, profissionais liberais, estudantes, artistas, intelectuais, bancários, advogados, jornalistas, médicos, etc, que preferem ficar na cidade por não gostarem de praia, por terem algum trabalho a fazer durante o fim de semana, por quererem pegar um cineminha ou ir a um restaurante.




Mas, pelo jeito, os donos de restaurantes da cidade ainda pensam com aquele pensamento tacanho de que no verão todos se mudam para a praia mais próxima. Lamentável para eles e ponto para o único restaurante aberto na cidade que, por sinal, estava com um ótimo movimento!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Vivendo Biblicamente


Seguindo o exemplo de A.J. Jacobs, editor da revista Esquire, que escreveu o livro O Ano em que Vivi Biblicamente, o jornalista brasileiro Claudio Julio Tognolli passou dois meses tentando seguir a bíblia ao pé da letra.



Trecho da matéria, escrita em primeira pessoa por Claudio que, detalhe, é ateu e um especialista em Richard Dawkins e Daniel Dennet:


Sempre que coçava a barba, pressentia a presença do Criador. A gravitação mágica de seu nome deixava, aos poucos, de ser um conceito: virava algo físico. Sobretudo porque mergulhei em uma tarefa especial por dois meses. Afinal de contas, viver como manda a Bíblia, creia, é uma profissão de fé. Não cortar a barba como manda o livro sagrado, quando nunca se usou barba na vida, é um sacrifício dos diabos. O rosto fica hirto. De icterícia. O sorriso, ortopédico, porque o bigode adeja sobre suas palavras como um pardal. O cansaço da pele parece aumentar. E tudo isso desde 12 de outubro do ano passado, dia de Nossa Senhora Aparecida, quando dei início à missão de seguir os passos de um jornalista dos EUA.
A.J. Jacobs, editor da revista "Esquire" e autor do best-seller "The Year of Living Biblicaly" ("O Ano em que Vivi Biblicamente"), lançou a idéia. Nivelou seu destino com o Velho e Novo Testamentos por um ano. Mas minha tarefa era ir além. Não no tempo, porque vivi biblicamente por dois meses e não 12, e sim na intensidade: afinal de contas, estamos no Brasil, o maior melting pot, vulgo cadinho cultural, do planeta. Assim como Jacobs, segui mandamentos e ordens bíblicas às vezes prosaicas, que mexeram com meu dia-a-dia, mas coube a mim a missão de consultar religiosos e especialistas nos textos sagrados em busca de respostas para a pergunta: é possível viver segundo as leis da Bíblia no Brasil de hoje?
Deixada a barba à espartana, procedeu-se às prédicas bíblicas. Tanto do Velho quanto do Novo Testamento. Levítico 19:19, por exemplo, me proíbe usar roupas feitas com dois tipos de fibra. Começa aqui uma contradição que contrapunha à minha vida dois salmos. Afinal, Jeremias 13:23 sugere que o leopardo não pode mudar as suas manchas. Bem, costumo ir à academia de ginástica todos os dias, tentando perder a barriguinha. Pior: vi que a sunga utilizada para a empreitada tinha 3 tipos de fibra. Larguei a academia e fui buscar cuecas de algodão. Mas a única que tinha em casa era uma importada que foi deixada por uma ex-namorada que adorava usar peças íntimas masculinas. Não me julgue mal (não julgueis para não serdes julgado, diz Mateus 7:1). A solução foi comprar cuecas novas. Torrei mais de R$ 150. E meus membros doíam com a falta da academia.


Claudio, ao fazer sua pesquisa sobre se é possível viver biblicamente hoje em dia, percebeu que "alguns protestantes vivem de apregoar sua fé, mas não gostam de atender jornalistas". Na igreja de surfistas e skatistas de Jesus, ele não conseguiu falar com o pastor, que se negou a conceder entrevista.

TPM com um T bem grande pra você!!!


Minhas TPM`s não são arrasadoras como as de muitas mulheres. Depende do mês, depende do meu estado de ânimo geral, depende de vários fatores que desconheço. Numa divisão grosso modo existem dois tipos de TPM`s: a da irritação (aquela que nos faz olhar torto pra todo mundo, nos deixa com vontade de matar quem nos olha torto e de esfolar os felizes de plantão) e a da melancolia (aquela que nos faz chorar assistindo até comercial de comida de cachorro). Já experimentei os dois tipos. No mesmo mês, alternadamente, inclusive. Agora, o que eu ainda não havia experimentado é a TPM do tédio!
Ela é, basicamente, os dois tipos misturados, já que o tédio encerra em si mesmo melancolia e irritação, além de uma sensação de vazio e de que nada é bom o suficiente para nos animar. Você está melancólica de manhã, irritada à tarde, depois se anima e inventa alguma coisa para fazer à noite. No meu caso, era uma coisa bem legal, que eu já estava a fim de fazer. Mas no final da tarde bate um tédio, um nada, uma sensação de que o programa planejado não tem graça nenhuma!
É nessa hora que entra o poder curador e revigorador de um doce bem doce, coberto de algo ainda mais doce. Ah... duas bolas de sorvete, raspas de chocolate, cobertura de chocolate e caramelo... E um sorriso de alívio e satisfação no rosto! E o mundo fica mais colorido! E o vento acaricia seu rosto! E você é uma mulher tranqüila, zen, serena, centrada... Só quem já experimentou sabe.

PS – Vale também uma barra de chocolate inteira, um kreps, um churros, umas colheradas de doce de leite, chocolate em pó com leite condensado. Uma amiga ensinou sua receita uma vez: ela derretia duas barras de chocolate e comia-as inteirinhas. Diz ela que cura qualquer TPM. E a gente sabe que cura mesmo, ou nos casos mais graves, alivia!

Uma lágrima pelo espaço


“A Ciência é antes um modo de pensar do que propriamente um conjunto de conhecimentos.”
(Carl Sagan)


Cito novamente essa frase de Carl Sagan só pra dizer que certamente estou me tornando mais "científica".

Hoje fiquei com os olhos marejados ao assistir um documentário no Discovery Channel sobre os avanços na tecnologia da exploração espacial.

Eu não iria ao espaço de jeito nenhum. É apavorante só de pensar.

Mas que bom que muitos sonharam e sonham com isso.

Que bom que a raça humana chegou lá!


Isso não me emocionaria há algum tempo atrás. Mas hoje me emocionou. Estou começando a entender essa viagem chamada Ciência.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Mulheres... Perfeitas?



Século XXI, ano 2008 - mulheres na política, mulheres na ciência, mulheres na universidade, mulheres independentes, mulheres que ganham seu próprio dinheiro, mulheres que votam, que dirigem, que escolhem, que decidem...

Mas mesmo nessa época e nessas conjunturas, depois de tantas conquistas, ainda há mulheres que se declaram submissas aos seus maridos! Como se não bastasse, elas declaram que são submissas aos seus maridos PORQUE ESSA É A VONTADE DE DEUS!

E, o que é pior: na TV!

Era um programa evangélico, portanto, dirigido a um público específico. Mas, pensando bem, é um programa que se presta apenas a satisfazer a vaidade da apresentadora que, não satisfeita com a atenção conquistada em seu púlpito na igreja, quer colocar sua carinha dissimulada nas telas da TV.


O embasamento bíblico para a submissão feminina é o seguinte:


"As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor.... Como, porém, a Igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido" (Efésios 5:22,24)

"Esposas, sede submissas ao próprio marido, como convém no Senhor" (Colossenses 3:18)

"Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido..." (1 Pedro 3:1)


Claro, que as "modernas" mulheres evangélicas se valem da premissa de que vale a pena ser submissa a um marido que as ame como Jesus amou a seus discípulos.

Há que se esperar que crianças sejam submissas a seus pais. Levando em consideração que submissão é o mesmo que:


  • condição em que se é obrigado a obedecer;

  • disposição para obedecer; docilidade;

Crianças devem ser submissas aos seus pais pelas inúmeras razões que todos nós conhecemos. Elas não tem o juízo crítico e o discernimento formado; elas são altamente influenciáveis; elas, até uma certa idade, são totalmente ingênuas; elas não respondem por seus próprios atos perante a lei. Crianças devem ser ensinadas a serem obedientes e submissas para sua prórpia proteção.


Essas premissas se encaixam também às mulheres? Sabemos que até o começo do século passado a resposta seria sim! Por parte dos religiosos, ou não religiosos, a resposta seria um sonoro SIM!


Pois é isso que as mulheres que advogam a submissão feminina estão afirmando: sua inferioridade, ou no mínimo, seu papel secundário, sua necessidade de controle por parte de um outro homo sapiens como ela, com a única diferença que ele tem um pênis, testículos e um tanto de testosterona a mais.


Elas não honram as calcinhas que vestem.

Vale citar o comentário de Gore Vidal:

"A partir de um texto bárbaro da Idade do Bronze, conhecido como o Antigo Testamento, três religiões anti-humanas se desenvolveram - judaísmo, cristianismo e islamismo. Elas são, literalmente, patriarcais - Deus é o Pai Onipotente - de onde se explica a repugnância pela mulher que se observa há 2 mil anos nesses países atormentados pelo deus no céu e por seus representantes, do sexo masculino, na terra. "





quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Kirsten Dunst


Um péssimo hábito... Mas uma ótima leitura!!!
“A Ciência é antes um modo de pensar do que propriamente um conjunto de conhecimentos.”
(Carl Sagan)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Unbelievable


Quem assistiu ao jogo Milan X Boca Juniors ao vivo pôde ver a homenagem de Kaká ao seu amigo imaginário, mas nos telejornais nenhum comentário foi feito sobre a camiseta que Kaká exibiu com orgulho após o gol, tampouco foram mostradas as imagens da comemoração.

Já que Kaká "belong to Jesus" não conseguiu chamar a atenção da imprensa para a sua fé depois do gol que fez pelo Milan contra o Boca Juniors, ele deu um jeito de deixar bem claro que seu coraçãozinho é de Jesus e seu bolso do "Apóstolo" Estevan Hernandez: Kaká entregou seu troféu de melhor jogador do mundo em 2007 para a igreja Renascer. "Quero agradecer a Deus por todas as vitórias e conquistas que tive nesse ano como jogador e trago aqui ao altar dois prêmios: um é meu filho que está chegando, fruto de uma palavra profética que recebi do Apóstolo no final de 2006. Outro é esse troféu da Fifa, que quero consagrar a Deus e deixar aqui na Igreja", disse o atleta.

É... Melhor jogador do mundo, tudo bem. Méritos a ele!
Além disso, só mais um fanático hipócrita.

Como disse um amigo meu (que acredita em Deus e se intitula um cristão):

"Porque esse Kaká não vende duma vez por todas este troféu e doa para igrejas (e famílias ) realmente pobres. Com todos os escândalos que estes bispos charlatões promoveram, ainda tem muita gente dando glória (para eles) e engordando suas contas bancárias."

Tem que ser muito tapado, bitolado e fanático mesmo para não perceber o absurdo do ato de Kaká. Lastimável.