segunda-feira, 26 de maio de 2008

Escondam suas vergonhas!


Por quê? Por quê???

POR QUÊÊÊ????

Por que algumas mulheres acham que o fato de estarem amamentando as libera para sair colocando os peitos pra fora em qualquer lugar público???

Desculpem-me os defensores do aleitamento materno e da suposta beleza de uma mulher alimentando o filho com o leite que sai de seu próprio corpo... Mas dar de mamar na frente dos outros, de estranhos e em público é nojento!

E não venham argumentar dizendo que é algo muito natural... Sexo também é muito natural. As necessidades fisiológicas também. Por acaso, você vai fazer na rua?

Tudo bem, os adultos podem comer em público. Mas a alimentação de um adulto não implica expor partes íntimas do corpo de outra pessoa.

Por que as mães insistem em dar de mamar na frente dos outros? Eu fico constrangida! Se estou visitando uma amiga ou parente que acabou de ganhar bebê e ela começa a amamentar enquanto conversa comigo eu tento desviar o olhar, disfarço que vou dar mais uma olhada no quartinho do neném. Ora, amamentar é uma coisa íntima! Tudo bem, eu não acho bonito, mas um monte de gente acha. Isso não vem ao caso. Mas que é algo muito íntimo, isso é. Deve ser feito reservadamente, a não ser que seja impossível!

Outro dia no supermercado não acreditei quando vi: a mulher empurrava o carrinho e o menino (sentado naquela cadeirinha do carrinho de mercado) ia mamando enquanto isso. Uma criança grandinha que já come feijão com arroz, com certeza, e que se deixasse de mamar naquela hora não iria morrer de fome! E de vez em quando ele parava de sugar o peito e a mãe ainda demorava para guardar aquela "coisa" fornecedora de leite.

Ai, acho feio, anti-higiênico. Até desrespeitoso tanto para com os outros, quanto para com ela mesma!

E, se for realmente necessário, fazê-lo em público, custa botar um paninho por cima???
Você, mamãe, protege a sua privacidade e protege meus olhos também, de ver tal cena.

Não quero sair na rua e ser obrigada a ver peitos nus e mamilos gigantes de mulheres dando de mamar.

Um pouco de recato, please!
na foto, Preta Gil e Hebe aderindo à campanha em prol do aleitamento materno: do blog Pintos no Lixo

domingo, 25 de maio de 2008

Viva Douglas Adams!



Douglas Adams foi o autor da série de livros O Guia do Mochileiro das Galáxias. São cinco livros que narram as aventuras de vários personagens (humanos e extraterrestres) logo após a Terra ser destruída para a construção de uma via intergaláctica. Mais ou menos como se houvesse uma duplicação da BR espacial e para isso era preciso tirar nosso planeta do caminho porque estávamos atrapalhando o novo empreendimento.


Os livros são de humor. Aquele humor britânico, cheio de ironia e fazendo graça das desgraças da vida. Não é pra menos, Douglas Adams era um dos roteiristas da série cômica de TV Monthy Python’s Flying Circus. Mas o humor de Douglas Adams não era nada gratuito. De forma engraçada ele fazia críticas sobre a sociedade em geral, a burocracia, a política, nossas manias e neuras. Não há como não se reconhecer em muitos trechos de Guia do Mochileiro das Galáxias. E se você consegue rir de si mesmo e das agruras da vida vai gostar da obra de Douglas.


Infelizmente, este autor brilhante não está mais entre nós. Faleceu em maio de 2001, antes de ver pronta a adaptação de seu Guia do Mochileiro para o cinema. O filme também é divertidíssimo, apesar de não superar os livros. Mas se você ainda não leu ou nunca ouviu falar de Douglas Adams, comece com o filme. Talvez, despretensiosamente, você pode virar fã e entender os malucos que no dia de hoje, 25 de maio, estarão saindo pelas ruas com toalhas de banho enroladas na cabeça ou no pescoço, ou mesmo jogadas nos ombros.


Acontece que hoje é o Dia da Tolha, comemorado pelos fãs do Guia do Mochileiro das Galáxias. No livro as toalhas têm grande importância para todos que pretendem viajar pelo espaço sideral. São mais úteis do que celulares, do que a internet, mais úteis que dinheiro ou carros. Tudo que você precisa para viajar pelo universo é uma toalha, de acordo com os personagens da série Guia do Mochileiro.


E é por isso que na hora de homenagear Douglas, seus fãs escolheram esta forma bem humorada: sair por aí exibindo uma toalha! O objetivo, além de homenagear o escritor, é encontrar outros fãs da série, fazer amizade, trocar idéias e divertir-se.


Se você já leu o Guia, pegue sua toalha e divirta-se! Se ainda não leu, ou não assistiu ao filme, vá para a locadora ou para a livraria mais próxima. E nos encontramos, por aí, em 25 de maio de 2009, devidamente munidos de nossas toalhas!

sábado, 24 de maio de 2008

A Mulher da Minha Vida


A minha mãe

Hoje é aniversário da minha mãe.
Para os parentes a minha mãe é a Tetê. Para o meu pai ela é a Tê.
Na época de colégio ela era a Marta Thó. A Marta Thó era linda e divertida.

A minha mãe é a única mulher entre quatro irmãos. Eu também sou a única entre irmãos homens. Quando minha mãe era adolescente ela tinha que fazer todo o serviço de casa. Ela não queria que eu vivesse nada parecido, por isso nunca me mandou fazer nenhum trabalho doméstico. Se está certo, ou não, NÃO CABE A VOCÊ, nem a mim, julgar.

A minha mãe já foi de motoneta para Laguna, escondida da mãe dela.
A minha mãe se fingia de morta pra assustar o imãozinho caçula, e só “acordava” quando ele já estava chorando desesperado.
A minha mãe já preparou uma rã que o irmão dela caçou. Quando minha vó chegou do trabalho eles deram para ela comer e disseram que era frango.
A minha mãe era amiga de meninos. A minha mãe andava de carretilha. Um dia ela se ralou inteira andando de carretilha (ou de bicicleta, não lembro) e ainda apanhou quando chegou em casa.

A minha mãe se achava feia quando menina. Mas ficava feliz porque imaginava, “quem é feia quando é criança, fica bonita quando cresce”. Ela ficou linda!
A minha mãe brincava de fazer comidinha com morangos e terra. O sonho dela era ter dinheiro pra comprar bastante bolacha recheada. Hoje ela não gosta de bolacha recheada.

A minha mãe perdeu o pai quando tinha uns 11 anos. Eu não falo sobre isso com ela, porque acho que ela ainda fica triste e mesmo que eu tenha curiosidade sobre o assunto a minha vontade de não vê-la triste é maior do que a curiosidade.
A minha mãe era muito, muito grudada com a mãe dela. Eu sou muito grudada com a minha mãe.
Quando minha avó morreu minha mãe virou pra mim chorando e disse “agora eu sou órfã”. Até hoje me corta o coração.

Eu sei mais inglês que a minha mãe. Mas a minha mãe sabe um pouco de francês, italiano, espanhol, latim, alemão... Acho que ela é capaz de se comunicar em qualquer língua. Ela nunca fez nenhum cursinho. Mas já bateu papo em inglês com um italiano durante uma viagem de trem.

A minha mãe não se aperta em lugar largo.

A minha mãe largou as companheiras chatas de viagem e foi sozinha conhecer o Coliseu. A minha mãe foi a Roma e viu o Papa.

A minha mãe já foi professora. Eu sou a filha da “tia Marta”.
A minha mãe nunca me bateu. Só lembro de uma vez quando eu fiz uma gritaria porque nosso cachorro entrou no meu quarto e queria brincar comigo. Eu fiz um escândalo tão grande que ela achou que o armário tinha caído em cima de mim. Ela só me bateu de assustada. Ah, o cachorro apanhou também.

A minha mãe entende todos os meus medos. TODOS!
A minha mãe nunca debochou de mim. A minha mãe nunca fez pouco caso de mim.
A minha mãe ficava deitada comigo até eu pegar no sono.

Eu já fui a três shows do Roberto Carlos com minha mãe. No último gritamos “lindooo” e fizemos o maior “auê”! A minha mãe foi comigo no show dos Beatles Cover.

Não tem conversa: a minha mãe não gosta de filmes densos. E pronto! Ela gosta de água com açúcar e agora sempre que vejo um filme assim já lembro dela.
Eu lembro dela em milhares de situações.

A minha mãe me ensinou a sair sempre bem arrumada. A minha mãe me ensinou a não ter vergonha de gostar de ficar bonita.
Quando eu era criança eu achava que unha vermelha e comprida era unha de mãe. E cheirinho de tempero na mão é cheiro de mão de mãe.


A minha mãe tem um ditado meio esquisito que serve pra qualquer coisa:
“assim como são as pessoas são as criaturas”.

A minha mãe quase foi enfermeira da Cruz Vermelha.
A minha mãe é muito boa com números. Ela sabe “de cor” as placas de todos os carros que a gente já teve, e os números de telefone também.
A minha mãe me ensinou a dirigir.
A letra da minha mãe é linda. E ela desenha bonecas muito bem.

A minha mãe sempre acha que é mais forte que eu e que as compras de mercado mais pesadas é ela que tem de carregar (apesar de termos quase a mesma altura e o mesmo peso).
Dá pra contar nos dedos as vezes em que vi minha mãe chorar.
A minha mãe É mais forte do que eu.

Eu já me perdi em Goiânia com a minha mãe. Mas a gente achou o caminho.
A minha mãe não se aperta em lugar largo.
Eu já subi a serra com a minha mãe dirigindo.
Eu já andei de ônibus de linha (e que passava pela linha vermelha, a região mais violenta) no Rio de Janeiro com a minha mãe. Estávamos indo ao Barra Shopping!
Eu já fui pra Brasília de carro (pegando a maior chuva) com a minha mãe.
Eu andei de chalana com a minha mãe.
Com a minha mãe eu conheci Porto Seguro, Brasília, Goiânia, Rio de Janeiro, São Paulo, Gramado e o Paraguai.
Eu e minha mãe atravessamos a Ponte da Amizade, à pé, agarradas uma na outra, como se estivéssemos com medo de cair.
A minha mãe sente arrepio na sola do pé quando dirige na ponte que liga o continente à ilha de Florianópolis.
A minha mãe foi a minha companheira em minha primeira viagem de avião.
A minha mãe é apaixonada por aviões. Nem cabe falar aqui porque isso daria um capítulo inteiro.
Qualquer frase dessas sobre minha mãe daria um capítulo inteiro.
Eu já fui vítima do caos aéreo com a minha mãe.
Quando eu e minha mãe vamos pra Florianópolis, a gente pára pra fazer xixi em Tubarão.

A minha mãe fez passinhos de dança estilo “Embalos de sábado à noite” junto comigo no casamento da minha prima.
A minha mãe valoriza muito a família.
Quando minha mãe morava em Belo Horizonte teve um diagnóstico de que tinha problema no coração. Não era nada: era saudade da terra natal.
A minha mãe pegou o currículo do meu pai, pegou um ônibus e veio para o sul. Conseguiu uma entrevista para ele e há mais de 30 anos ele está nessa empresa.
A minha mãe me viu sentada no meio-fio do estacionamento da Unisul quando eu achava que não ia dar conta de terminar meu projeto de TV a tempo de me formar.
Deu tempo. Mas se não fosse por ela me levar a Tubarão quando eu estava deprimida e com pânico de ir de ônibus, não daria.

A minha mãe me acordava cantando, “bom dia, bom dia, bom dia... hoje eu estou tão feliz”.
A minha mãe adora cantarolar. A minha mãe gosta de música.
Assistimos juntas ao Fantasma da Ópera. Inesquecível! E fomos cantadas depois no restaurante, em São Paulo.
A minha mãe paga todas as contas, sempre, sempre, sempre em dia! A minha mãe é caprichosa.
A minha mãe não suporta bagunça.
A minha mãe tem um senso estético apurado. (Ela me acha bonita, quer prova melhor que essa?)

A minha mãe é minha ídola!
Ela me salvou diversas vezes.
Quando eu tinha só uns meses de vida, minha mãe fez um poema pra mim. Está emoldurado e pendurado na parede.
A minha mãe me dava livros de presente quando eu era criança.

A minha mãe é o máximo!
Hoje é aniversário da minha mãe.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Cada macaco no seu galho


Texto de Insano, que de insano não tem nada, conforme demonstra na opinião abaixo:


Quando eu ataco religião me chamam de arrogante e intransigente. Mas já pensaram no mercado de cartas psicografadas que surgiria com essa aberração?
Não faltaria muito para alguém ser absolvido por alegar que matou por ordem de deus. Ou que estava possuído por um espírito maligno.
Esse tipo de idéia surge pelo nosso medo de criticar a religião. Em respeito aos moderados, que certamente são contrários a esse tipo de uso da religiosidade. Muitos deles nossos amigos. E também o respeito inexplicável ao sagrado. Sagrado por quê? Sagrado pra quem? Essa sacralidade não pode ser estendida indiscriminadamente.
A religião deve ficar restrita à vida privada.
Imaginemos que alguém assassine um membro de sua família. E no julgamento seja considerada como prova uma carta psicografada que inocenta o criminoso.

Religião deve ficar longe do Estado!

Principalmente do Judiciário. Já pensou um Juiz fanático evangélico julgando um muçulmano, por exemplo? Ou julgando um homossexual (eles odeiam gays)? E podendo fundamentar sua decisão nos dogmas de sua religião? É o fim da picada!

Ademais, qual a religião que seria adotada nos tribunais?

A sua, a do seu amigo, a de sua tia?

O Estado é laico justamente por isso!



Eu assino embaixo e registro em cartório.

Ou como diria o poeta...

UMA COISA É UMA COISA,

OUTRA COISA É OUTRA COISA!



Do que estamos falando?

Psicografia no Tribunal?


Notícia da Folha, de 19 de maio:



A, recém-criada, AJE (Associação Jurídico-Espírita) de São Paulo teve no dia 18 de maio sua primeira reunião. O objetivo da associação é discutir temas polêmicos que são criticados pelas religiões cristãs, como o aborto, a eutanásia, o casamento gay, a pena de morte e as pesquisas com células-tronco.


Se eles só se reunissem, tomassem um chá, ou uma cervejinha, e discutissem esses temas ainda vai, mas, nããooo, imagina... Por que ter bom senso se você pode ser totalmente fora da casinha?!?


Eles defendem um Judiciário mais sensível às questões humanitárias, dizem que a maior lei é a de Deus, vêem na condenação penal e na própria função uma missão de vida, defendem o uso de cartas psicografadas nos tribunais e estimulam, nas audiências, a fraternidade entre vítimas e criminosos.


Ou seja, estado laico (o Brasil não tem religião oficial) pra eles não existe. É o que se pode concluir de declarações como estas:


"O Estado é laico, mas as pessoas não. Não tem como dissociar e dizer: vou usar a minha fé só dentro do centro espírita", afirma o promotor Tiago Essado, um dos fundadores da AJE.


Mas a pérola maior é esta:


"Não enxergaria nenhuma diferença entre uma declaração feita por mim ou por você e uma declaração mediúnica, que foi psicografada por alguém", diz Alexandre Azevedo, juiz-auxiliar da presidência do CNJ, designado pelo conselho para falar a respeito das associações.

Tocada pelo Espírito?


Sabe aquela sensação de que é maravilhoso estar vivo, aquela emoção que enche o coração e explode em lágrimas, um arrepio ou um brilho diferente nos olhos? Aquele entendimento completo do quanto é apaixonante estar vivo?


Os evangélicos chamam isso de toque do Espírito Santo.

(Falo dos evangélicos, pois são os religiosos com quem tive mais contato, mas essas doideiras legais estão presentes em outras religiões também, com diferentes nomes e algumas variações de manifestação.)

Pois bem, quem já foi a uma reunião evangélica pentecostal sabe como é: os fiéis entram em êxtase, cantam, sorriem os sorrisos mais bonitos que você já viu, choram, dançam, caem no chão e às vezes até riem descontroladamente. É uma risada gostosa, já experimentei, sei como é. (Alguns fingem, mas acredito que a maioria não.) É uma viagem psicodélica sem drogas. Só a presença do Espírito Santo!


Bom, então hoje o Espírito Santo se manifestou para mim através de, veja só, Chico Buarque!!!


Acabei de ter um desses mergulhos na magia do universo ouvindo Roda Viva, do Chico.

Vinha dirigindo pela Beira Mar, voltando pra casa e escutando a Rádio Udesc (100,1 FM, em Floripa). Parada num cruzamento, esperando abrir o sinal, começa a tocar Roda Viva (que eu amo), cantada por Chico Buarque e Fernanda Porto. Aumento o som, fecho o vidro do carro para o barulho da rua não me atrapalhar e começo a cantar junto, alto, e batucar no volante. Abre o sinal, sigo em frente, curtindo muito a música, cantando, me sentindo muito bem...


Dou uma olhadinha para o mar à minha esquerda, para o céu ensolarado e com aquelas nuvens bem pequenininhas logo acima e, ainda cantando, me arrepio inteira!

O que passou pela minha cabeça? Não sei direito, tudo muito rápido. Algo como, "que bom estar nesse mundo, que bom ter nascido, ser um ser vivo, poder ouvir esta música, ter os amigos que tenho, poder cantar".

Logo depois do arrepio, as lágrimas... E depois das lágrimas... o riso!!!

Riso! Não um sorriso. Risada mesmo! Comecei a gargalhar de felicidade dentro do carro. Por nada e por tudo! Como uma daquelas experiências espirituais malucas que eu mesma já tive quando era professava a fé cristã.


Os defensores da fé diriam que foi mais uma manifestação de deus, que ele me ama tanto que mesmo eu "o rejeitando" ele ainda tenta me mostrar sua graça!


Eu prefiro pensar que foi minha sensibilidade e minha gratidão pela vida que me levou a experimentar um momento tão sublime como esse.


Ou, sei lá, né... Há quem diga que Chico é Deus... Sei não. Não vamos descartar nenhuma possibilidade!



Clique e saiba mais:




segunda-feira, 19 de maio de 2008

Síndrome de Estocolmo o Caramba!!!


Muitos reféns de seqüestros ou assaltos acabam desenvolvendo um certo apego aos seus algozes.


Isso acontece porque o refém é obrigado a manter uma relação de dependência com seu sequüestrador que, bem ou mal, é a pessoa que cuida dele, o alimenta e decide seu destino.

O que começa como um respeito forçado, motivado pelo instinto de sobrevivência, acaba por se transformar em apego real, chegando ao ponto de após ser libertado, o refém tomar o partido do seqüestrador e defendê-lo publicamente.


É a chamada Síndrome de Estocolmo, que ficou conhecida assim depois que vítimas de um assalto a banco em Estocolmo, na Suécia, passaram a defender os captores que os mantiveram 6 dias como reféns. Um caso exemplar no Brasil foi o da filha de Silvio Santos, Patrícia Abravanel, que, após ser libertada de um seqüestro, deu uma entrevista emocionada demonstrando compaixão e carinho por seus captores.


Não é o que aconteceu a um jovem que foi seqüestrado em Americana, SP:


O rapaz foi rendido e levado para um cativeiro no sábado, dia 17. No domingo à noite, quando percebeu que o seqüestrador que o vigiava dormiu, ele pegou um machado que estava no cômodo e matou o sujeito com vários golpes na cabeça. Depois disso, tomou a arma do seqüestrador e rendeu um casal que estava ajudando a guardar o cativeiro.

O jovem obrigou todos a entrarem num carro que estava estacionado na casa e foi direto para a delegacia!
É o próprio Chuck Norris!!!

Coisa de cinema!



Leia mais:

Entrevista (fictícia) com Patrícia Abravanel: http://www.cocadaboa.com/arquivos/007875.php

domingo, 18 de maio de 2008

Já levou seu currículo na RBS?


É de praxe: basta você dizer que está à procura de emprego que as pessoas çomeçam a te bombardear com dicas de onde você deve ir, para onde deve mandar o currículo, com quem deve falar. Quando são profissionais da sua área, ótimo: quanto mais dicas e contatos melhor. Quando são amigos íntimos, tudo bem: a gente sempre acredita que falam porque querem ajudar.

Mas fora isso, é dose!

O hilário é que sempre vem a pergunta,

"Você já foi na RBS? Já deixou seu currículo no Diário Catarinense?".

Não, queridinha, eu deixei meu currículo na casa da tua mãe!!!

É claro que eu já fui em todos esses grandes veículos de comunicação onde trabalham jornalistas e em mais 500 lugares que você nunca ouviu falar!

Essa perguntinha equivale a perguntar a um enfermeiro se ele deixou currículo no hospital, ou se um advogado já procurou emprego num escritório de advocacia.

E um detalhe que às vezes os incautos e bem intencionados palpiteiros esquecem é que, para um desempregado, entregar currículos, procurar vagas e pedir "oportunidade de mostrar meu potencial e contribuir para o crescimento da empresa" é um trabalho! E não é um trabalho gratificante, agradável ou super interessante como pode ser o seu. É um trabalho árduo e ingrato. Então conversar sobre isso durante uma reunião social e ter de ficar ouvindo dicas de onde ir e para onde enviar currículos é chato, muito chato.
(A não ser, é claro, quando são dicas valiosas e com um mínimo de fundamento ou possibilidade de dar certo, aí são sempre bem vindas. Mas não adianta eu saber que em Manaus a afiliada da Rede Globo está procurando uma jornalista exatamente com o meu perfil! E o pior que tem gente que acha que você devia largar tudo e ir para qualquer recanto do planeta onde houver uma vaga de emprego.)
Conversar sobre trabalho já é chato, a não ser quando você adora o que você faz. Mas falo agora em nome de todos os desempregados deste mundo:

Distribuir currículos NÃO é divertido, não é um trabalho legal, NÃO é algo sobre o qual queremos falar num sábado à noite! Deixe-nos esquecer por algumas horas que estamos na fila do desemprego e nos divertir um pouco como gente normal!

Eu dou palpite ou tento solucionar os pepinos do seu trabalho? Não? Então, a não ser que você vá me apresentar para o Civita ou para a família Marinho, por favor, me deixe distribuir meus currículos em paz!

sábado, 17 de maio de 2008

Antes tarde do que nunca? Certamente!


Eu nunca fui precoce. Demorei a aprender a amarrar os tênis, a colocar meus próprios brincos, a entrar no mar, a largar a pranchinha na aula de natação e até hoje não sei mergulhar sem tapar o nariz (não adianta, eu já tentei, mas sempre acabo com aquela sensação horrível de ter o canal respiratório cheio d`água). Hoje tudo bem, sou feliz assim mergulhando com a mão no nariz, mesmo viu?
Mas quando se é criança tudo isso é um problema! Você se sente uma derrotada só porque não mergulha sem pôr a mão no nariz, ou porque não sabe dar uma “ponta”!
Por isso que pra mim, hoje com meus 20 e muitos anos, nadar até onde não dá pé é uma festa! Descer no tobo-água gigante é uma vitória! E mergulhei (tapando o nariz) lá de cima da chalana (é alto viu?) em Porto Seguro. Demorei uns 10 minutos pra pular, já queriam me jogar, mas eu pulei e ainda fui de novo! Delícia, delícia, delícia!
Divirto-me horrores com essas coisas: parque de diversões (montanha russa já tentei também, mas acho uma coisa muito violenta, o pescoço da gente fica solto, indo de um lado pro outro); parque aquático; tirolesa e todas essas aventuras infanto-juvenis. Eu poderia ter aceitado que sou daquelas que têm medo e que preferem ficar olhando. Mas eu não sou!
Eu não prefiro ficar olhando, eu quero fazer, quero ter a sensação, quero vencer meus medos e gritar pra todos aqueles amiguinhos que riam dos meus temores na infância: VIIUUUU, EU CONSEGUI!!! EU TAMBÉM VOU NOS BRINQUEDOS RADICAIS!!! Tá bom que com uns bons anos de atraso, mas eu fui, vi, vivi e venci! Mas mais do que gritar para os mini-malas do passado, eu faço isso é pra dizer pra Ju-criança, “ta vendo, lindinha, é muito legal... Viu que gostoso? Você não queria descer no toboágua?
Então, vamos, iiuuupiiii!!!!”
obs: Este texto tem a ver com o texto abaixo.

Seja criança


Passeando pelo mundo virtual a gente encontra muita porcaria. Mas encontra também muita coisa legal e textos interessantes. Gostei do texto abaixo pela sua simplicidade e resolvi reproduzi-lo aqui porque tem muito a ver com o que estou vivendo. Fala de como é ótimo ser adulto, mas de como é preciso saber encarar a vida com a euforia de uma criança também. O tema pode ser batido, mas o quê - em se tratando de seres humanos e suas vontades, desejos e emoções - não é batido?


Sou adulta e fui sozinha a um show do The Platters nessa semana que passou. Queria ir, não tinha companhia e decidi de última hora (nem daria tempo de correr atrás de companhia). O vendedor de entradas para o show fez uma cara estranha quando pedi apenas um ingresso e escolhi minha cadeira numerada naqueles mapinhas. "Só uma?", ele disse.

"Sim, só uma." Apenas eu, comigo mesma. Eu como minha própria companhia.


E a euforia que senti ao chegar ao local à noite, estacionar meu carro, entrar no teatro e assistir o show, cantar junto, me emocionar foi a euforia de uma criança que pela primeira vez descobre que consegue fazer algo por si mesma e para si mesma.

Por isso gostei deste texto. Porque fui sozinha a um show de música. Porque sou adulta, mas posso ficar feliz como uma criança.



O texto abaixo, de Deise Duarte, fala exatamente sobre isso:


Crescer é algo muito chato e para suportar crescer é preciso deixar uma criança morar dentro de você. Não enterre essa criança quando você encontra seu primeiro emprego, compra seu primeiro carro, ou tem seu primeiro filho. Não assassine essa criança porque arrumou um namorado, ou porque alguém disse que você fica feia quando faz caretas. Ou porque você não sabe dançar...

Mantenho uma criança que grita dentro de mim! Ela pede coisas que adultos não fazem, mas assim, me sinto um adulto feliz.Você precisa ter responsabilidades, mas deve também esquecer delas de vez em quando. Precisa lamber a tampa de iogurte e a bacia do bolo de chocolate, tanto quanto precisa deixar o jantar pronto na hora certa.

Seja uma boa mãe, mas peça colo pra sua, tantas vezes quanto achar que precisa. Acredite, não há nada melhor do que estar exposto a alguém em quem você confia. Ser adulto é muito chato, e você só suportará ate o fim se deixar a criança gritar.

Agradeça por ser adulto e poder dirigir, poder fazer sexo, poder comprar coisas. Agradeça por ser adulto e poder escolher com quem vai se relacionar, mas não esqueça de se relacionar com crianças ou com adultos idiotas! Daqueles que fazem piadas de tragédias, que não perdem a chance de rir. Aproveite que você é adulto e tire uma criança do armário, sempre que quiser, para fazer coisas bobas e ser mais feliz! Seja uma criança grande, se alguém quiser chamar assim. Seja bobo, otário, esquisito, mas não deixe de ser FELIZ!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Sou ateu porque preciso


Esse blog do Alex Castro foi mesmo uma ótima descoberta! Mais um texto dele que traduz bem o que eu penso (menos a parte de querer comer cem mulheres).


Confesso: eu acredito viver no melhor universo possível. Não suportaria existir em um universo regido por uma força divina misteriosa e caprichosa. Não suportaria saber que minha alma viverá eternamente, em eterno prazer ou sofrimento, baseado no que fiz ou deixei de fazer nesses poucos anos terrenos, e com base em critérios inescrutáveis. Não suportaria saber que vou seguir nascendo e renascendo, quase que infinitamente, mas sem lembrar de nada!


Se existe deus, então a vida não tem nenhum sentido.

Quem tem sentido é deus e o nosso sentido provém dele. Não somos mais do que suas cobaias, manipulados daqui pra lá, correndo como hamsters naquelas rodinhas, ignorantes de seus verdadeiros propósitos. Ao seu bel-prazer, somos mortos, escravizados, santificados, até mesmo afogados em massa, quando falha o experimento. Se existe deus, então todos os esforços da humanidade para se entender e se auto-gerir, toda a ciência e toda a filosofia, de nada valem. Se existe deus, então não existe ética ou moralidade: somente adequção ou não às regras impostas pela divindade.

Se existe deus e temos o livre-arbítrio, então o arbítrio de livre não tem nada, é uma dádiva da qual só desfrutamos porque nos foi concedida e pode ser tirada tão facilmente quanto. Já disseram que, se deus não existe, então tudo é permitido. Mas se deus existe, por outro lado, então não vale a pena fazer nada, pois nada faz sentido.


Um leitor questiona:
"Para mim, a grande questão não é se deus existe ou não, mas se nós vamos de alguma maneira continuar existindo depois da morte. Eu acredito que vamos continuar, de alguma maneira. Tenho que acreditar. Porque se não vamos, o que é essa vida senão um sonho? Aí é que ela vida não tem mesmo sentido, propósito nenhum. Se não há sentido para quê continuar? Por que não dar um tiro na cabeça daqui a cinco minutos(quando terminar o café)?"


Eu não dou um tiro na cabeça agora porque (além de não ter uma arma) quero saber o fim da novela, porque ainda há uns dois mil livros que eu quero ler e umas cem mulheres que quero comer, porque eu quero assistir os próximos filmes do Almodóvar pra saber o que esse louco vai aprontar, porque ainda falta eu escrever no mínimo uma dúzia de livros que tenho dentro de mim, e etc etc. Será que tudo isso não é motivo suficiente pra não se enfiar uma bala na cabeça?


Talvez deus realmente exista. Sinto calafrios com essa possibilidade mas, sim, talvez sejamos todos somente marionetes em seu projeto cósmico. Mas, se não podemos ter liberdade, melhor a ilusão da liberdade do que nada.


Sou ateu não por ter concluído, após cuidadosa análise das evidências empíricas, que não existe base factual para sustentar a existência de deus.


Sou ateu porque eu só poderia existir e funcionar como ser humano em um universo sem deus.

Sou ateu porque preciso.

Medo de não escrever


Texto de Alex Castro:


No processo de me libertar das minhas prisões, me livrei de incontáveis medos.O maior deles era justamente o medo de não ser escritor, de não fazer sucesso como escritor e de morrer sem publicar nada que prestasse. Coisas como essas me paralisavam à noite, me causavam suores secos, me impediam de ser feliz. Hoje, são só palavras.Antigamente, eu atrelava meu ego completamente à minha literatura. Minha razão de ser na terra era escrever. Eu não era o Alexandre, eu era um escritor ou, pior, um projeto de escritor.Kerouac adorava perambular pelos Estados Unidos, entre os mendigos, os sem-teto, os andarilhos. Eram pessoas sem futuro, muitas vezes sem passado, que viviam apenas para o presente. Não esperavam nada da vida. Kerouac admirava isso, não conseguia ser assim: "eu sabia que seus esforços literários seriam um dia recompensados por proteção social", enquanto que os andarilhos viviam sem esperança alguma, a não ser aquela secreta esperança eterna só obtida dormindo majestosamente ao relento na estrada.Quando me libertei dessa esperança, quando passei a sinceramente cagar se meus esforços literários seriam recompensados com proteção social ou não, pude experimentar um pouco da felicidade primordial, da liberdade profunda que Kerouac buscava.Descobri que minha única obrigação era ser um homem feliz e realizado. Se eu fosse isso, tudo já estava resolvido. O resto era sintonia fina.Na prática, se você quer alguma coisa (ser escritor, ganhar um milhão de dólares, conhecer Paris, comer a Gisele Bündchen, etc) é porque acha que isso vai te fazer feliz e realizado.Mas me dei conta de que não precisava de nada, literalmente nada, pra me sentir feliz e realizado. Esse processo é puramente interno e 100% sob meu controle.Então, ao invés de querer ser escritor de sucesso pra ser feliz e ser realizado, basta ser feliz e realizado. Se você, que já é feliz e realizado, escrever e for um escritor de sucesso, melhor ainda. Se não, se você for tão feliz, que nunca mais sentiu aquela necessidade compulsiva de escrever... Bem...Porra!, você já é feliz e realizado, vai querer escrever pra quê? Deixa isso pra quem ainda está precisando se comunicar, lutando contra seus demônios, tentando se encontrar.O melhor conselho que se pode dar a um jovem escritor é: se puder se abster de escrever, não escreva. Só dá dor de cabeça.

A arte de viver... só.


Logo no inicio dessa febre de blogs e fotologs eu acompanhava o fotolog de uma conhecida que escrevia sobre seu dia-a-dia morando sozinha por conta da faculdade. Ela falava sobre como morar só faz você ficar cada vez mais anti-social e postava milhares de fotos dela e do gato dela (gato bicho mesmo, o companheiro clássico dos solitários).

Eu já entendia um pouco o que ela expressava. Hoje eu entendo completamente, compreendo e assino embaixo.

Aquelas pessoas super de bem com a vida e extrovertidas (popularmente conhecidos por bobo-alegres) batem papo com o zelador do prédio, com o garçom do bandejão, com o vizinho de porta, com a velhinha na padaria, com o tio da banca de revistas, com o caixa do supermercado, com o cachorro que tá passando na rua... E assim vão aplacando sua solidão e exercitando o convívio social.

Mas para quem é ermitão por natureza morar só é um mergulho em si mesmo. Às vezes é quase um afogamento em si mesmo, porque eu sou capaz de mergulhar em meu mundo interior até mesmo numa festa cheia de gente. Imagine dentro de um apartamento tendo só os companheiros de twitter, orkut, blogs, a TV e os livros como companhia? (A TV nem conta, é uma péssima companhia, mas às vezes me diverte.)

Não que eu não goste de pessoas ou não goste de conversar. Eu gosto (mais ou menos). Mas dá uma preguiça sair na rua e ficar falando sobre banalidades com cada ser que se encontra pela frente. Não tenho paciência para falar sobre qualquer coisa com qualquer um. Aquelas conversinhas em que todo mundo concorda com todo mundo sabe? Gosto de conversas íntimas, troca de confissões e de opiniões apaixonadas! Não vou sair fazendo confissões para a atendente da padaria né? Pelo menos não nos dias normais.

Além disso, quando a gente se sente só, bater papo com estranhos não ajuda em nada. Piora até.

E assim vai se aprendendo a gostar da própria companhia.

Eu sou uma ótima companhia para mim mesma! E nem preciso de gato.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Os presos não querem? E eu com isso?!

Depois da prisão preventiva de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá uma das "notícias" mais repetidas e divulgadas é que os presidiários e as presidiárias deste ou daquele presídio não querem Alexandre ou Ana Carolina entre eles.
O público, em geral, está indignado - com razão. Mas também nutre um ódio que ultrapassa qualquer racionalidade ou sentimento de justiça. Vai dizer que não são patéticas aquelas pessoas com cartazes, pedindo justiça, gritando assassino, ao mesmo tempo em que dão tchauzinho para as câmeras? Bem, o público fica feliz ao saber que os presos não querem a presença do casal acusado de matar Isabella. Claro que é reconfortante saber que assassinos de crianças não encontram apoio nem entre criminosos.
Mas agora, vem cá: presidiários têm de querer ou deixar de querer alguma coisa?
Eu lá quero saber que eles estão achando ruim que vão ter de conviver com Alexandre e Ana Carolina? O problema é deles! Eles que são criminosos que se entendam e se aceitem!
E a imprensa ainda dá essa atenção toda para o que os moradores do presídio querem.
Chega né? Muitos lá dentro são piores do que mil "Alexandres Nardonis"! Muitos lá não mataram seus filhos, mas viciaram e colocaram armas nas mãos de crianças. Ensinaram crianças a matar, roubar e fumar crack! Muitos lá mataram pais e mães de famílias, fazendo aumentar o número de crianças que vagam miseravelmente pelas ruas.
E eu ainda tenho que ficar escutando quem eles querem ou deixam de querer que esteja na prisão "deles"?
Inversão de valores é pouco! Chega, né.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Onde os fracos não têm vez


A instrutora de Body Pump gritava “Never surrender!!!” e dizia “Meu prazer é ver vocês sofrendo”. Enquanto isso eu imaginava porque ela não tentava satisfazer esse lado sádico de uma forma mais saudável, como toda pessoa normal: na cama, com uns chicotinhos, umas algemas e um namorado masoquista?

“Quando começar a escorrer o suor pelo cotovelo aí é que vai tá bom”, e eu querendo dar na cara dela! Tudo tremia, eu já estava com medo de cair no chão e ter um piripaque. E ela incentivava (?) “não desista, estamos todos juntos, se um desistir, todos vão ter de desistir também”! Aí é claro que ninguém pára! Já é um mico parar o exercício antes do final, ainda mais enquanto coroas gordinhas e adolescentes magricelas levantam mais peso que eu. Imagina se eu paro de fazer o exercício e todo mundo pára junto e fica me olhando?! Eu caio no chão e finjo um ataque epilético! Pelo menos não fica tão constrangedor.

Eu lá, tentando esquecer os prazeres da vida, para agüentar uma hora de sofrimento auto-imposto, e a professora empolgadésima e carrasca pergunta se existe coisa melhor do que essa dorzinha que a gente sente depois de um exercício bem feito. Eu só não gritei que “Siiiim, existem milhares de coisas melhores do que essa “dorzinha” e uma delas seria te bater” porque eu precisava de toda a minha concentração para não sair correndo da sala de torturas!
E a endorfina, que dizem que dá uma sensação de euforia ao se fazer exercício? Estou desconfiada de que meu organismo não concorda com isso. O consolo foi que lá pela metade da aula eu estava com tanta raiva da situação toda que usava essa raiva para levantar os pesos.

Sei que no fim da aula eu quase chorei de alívio e felicidade. Sério, eu quase chorei mesmo. Não é figura de linguagem, assim como não é figura de linguagem dizer que eu queria bater na professora. Mas, quando ela começou a falar que há 15 anos o sonho dela era ter o corpo cheio de músculos e que hoje, depois de muito peso e esforço, ela estava bem mais perto de realizar este sonho, eu pensei que ela poderia ser minha personal trainer. Só que na minha TPM, uma de nós duas não iria sobreviver!

Bailinho da Terceira Idade


Estou gritando até agora: Chuck Berry se apresenta em junho no Brasil!!! Curitiba e Porto Alegre estão na agenda!
Já mandei um e-mail histérico para o meu namorado dizendo que pago todas as despesas para irmos ao show, se bobear, pago até um cachê para ele ir comigo! Não vou dizer que eu iria sozinha para ele não ficar chateado, mas siiim, eu vou sozinha, se for preciso! Vou de carro, de bicicleta, de ônibus, de mobilete, ou até de Uno, se não tiver outra opção!

É, eu amo! Como não amar? Roll Over Beethoven, Sweet Little Sixteen, Maybellene, My Ding a Ling e o supra-sumo Johnny B. Goode, aquela que o Mc Fly toca no baile Encanto Submarino, do De Volta para o Futuro I, são alguns dos “sucessinhos” do cara que influenciou Beatles, Elvis, Rolling Stones e Eric Clapton.

Tudo bem que ele já está nos momentos finais de sua vida e de sua carreira. Capaz de o cara morrer no palco, mas aí o show só se tornaria ainda mais memorável (de uma maneira macabra, lógico).(E é lógico, gente, que isso é só um pouquinho de humor negro, claro que eu não quero que ele morra na minha frente, prefiro vê-lo tocando! Às vezes é bom deixar essas coisas claras, porque como diz aquela comunidade, o problema em ser irônico é que se a pessoa não entende é você que passa por idiota!)

Mas, voltando ao Chuck e ao pedido-ordem-imposição que fiz ao meu namorado de irmos ao show: não é uma alegria para qualquer homem saber que sua namorada é fã de Chuck Berry e não de NX Zero ou Cpm22? Primeiro, pela qualidade musical (isso nem precisa dizer), depois porque o cara pode até deixá-la virar groupie e ir pra porta do hotel, tentar invadir o quarto do músico, essas coisas todas, né?

sábado, 3 de maio de 2008

Boas Lembranças Musicais


Quando fui a Buenos Aires, ano passado, além de descobrir maravilhosos restaurantes, conhecer aquela cidade linda e histórica, quase derrubar uma barraca na Feira da Recoletta e posar irreverentemente num dos cemitérios mais visitados do mundo, tive o prazer de escutar musiquinhas muito gostosas enquanto estava no quarto, entre um passeio e outro, antes de dormir e ao acordar. (Ou melhor, TIVEMOS o prazer, porque fui com meu namorado e tradutor, especialista em portunhol, que terminava todos os jantares pedindo "la cuenta e una ambulancia"! )
Mas, voltando às canções... É que em nosso quarto a TV sintonizava um canal só de clipes de bandas e cantores locais (as músicas eram em espanhol, não sei se eram só músicos argentinos) e acabamos deixando a TV ligada sempre neste canal. Como havia som ambiente por todo o quarto - no hall, no banheiro - essas músicas acabaram se tornando a trilha sonora de nossa viagem!


Pouco tempo depois de voltar já não lembrávamos mais das canções e nem havíamos gravado o nome de nenhum dos cantores. Mas, claro que quando a gente volta a ouvir algo que ficou marcado, a memória aflora e faz aquela festa: dá uma sensação de leveza ao ouvir melodias que marcaram momentos bons! Dando uma passeada pelo Clic Rbs, encontrei o blog Gaveta de Calcinhas, que tinha um link para um clipe de uma cantora portenha, Julieta Venegas. Assisti e adorei, então fui procurar mais clipes dela. O que me fez chegar até os clipes de Me Enamora e Perfecta, duas faixas da nossa trilha sonora pelas terras de Evita!


O que nos chamou a atenção é que a maioria dos clipes era divertido e bem humorado. Queria postar um deles aqui, como exemplo, mas não tô conseguindo de jeito algum postar vídeos. Então fica aqui o link de Perfecta! e Me Enamora